No último dia 26 de maio de 2026, o novo líder supremo do Irã, Sayyid Mojtaba Khamenei, fez um forte apelo aos países islâmicos para que se unam em uma nova ordem no Oriente Médio. Em uma carta direcionada aos muçulmanos que participam da peregrinação anual à Meca, Khamenei enfatizou a importância de eliminar a presença militar dos Estados Unidos e o fim do Estado de Israel.
O apelo foi especialmente significativo, visto que o evento da Hajj reúne mais de 1,5 milhão de pessoas, proporcionando uma plataforma poderosa para a disseminação de sua mensagem. Khamenei convidou a comunidade islâmica a reconhecer os interesses comuns que podem moldar o futuro da região e exortou os peregrinos iranianos a transmitir a mensagem de “vitória” do Irã contra as ações de Washington e Tel Aviv.
“Os países da região não vão mais abrigar bases militares norte-americanas”, afirmou Khamenei, destacando que os EUA estão perdendo seu status geopolítico e não terão mais segurança para suas operações na área.
Enquanto isso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, mencionou que Teerã avançou nas negociações com os Estados Unidos, mas ressaltou que a assinatura de um acordo para encerrar a guerra não é iminente. Ele enfatizou que o Irã tem questões mais importantes para priorizar no momento.
“Temos assuntos muito mais importantes. Se ficarmos respondendo a tuítes e imagens do outro lado, não conseguiremos realizar essas tarefas”, afirmou Baghaei.
O diplomata também explicou que o Irã adotará critérios próprios para se manifestar, reafirmando que o país não imitará os métodos dos adversários. “Como uma nação civilizada e forte, responderemos ao inimigo quando necessário”, acrescentou.
No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre a possibilidade de transformar um eventual acordo com o Irã em uma significativa reconfiguração diplomática no Oriente Médio. Em uma publicação na rede Truth Social, Trump propôs que todos os países envolvidos nas conversas assinassem os Acordos de Abraão, com o objetivo de ampliar a normalização entre Israel e as nações islâmicas, incluindo o Irã nesse arranjo.
Trump destacou que essa adesão honraria os países envolvidos nas negociações e que a inclusão do Irã no tratado seria um marco histórico. Apesar de não haver comentários do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre as declarações do presidente americano, a ideia de uma reconfiguração diplomática no Oriente Médio continua a ser um tema relevante e debatido.
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