O bitcoin recuou nesta terça-feira, interrompendo sua recente recuperação, em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que elevaram a aversão ao risco nos mercados globais.
O movimento negativo ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de tarifas de 100% sobre produtos chineses, o que eliminou cerca de US$ 500 bilhões em valor de mercado das criptomoedas em poucos dias.
A principal criptomoeda do mundo caiu 1%, sendo negociada a US$ 113.547 por volta das 04h53 (horário de Brasília), após atingir um recorde de US$ 126.000 na semana passada. A busca por ativos de refúgio, como o ouro, que atingiu nova máxima, substituiu parte da demanda por criptoativos.
Apesar de comentários conciliatórios de autoridades norte-americanas sobre a China, o apetite por risco segue limitado.
Recuperação breve e nova queda
Durante o fim de semana, o bitcoin chegou a US$ 103.800 após o anúncio inicial das tarifas. Embora tenha se recuperado para US$ 115.000 na segunda-feira, o avanço foi interrompido pela falta de progresso nas negociações entre Washington e Pequim.
A China reagiu afirmando estar pronta para “lutar até o fim” em uma guerra comercial e acusou os EUA de práticas discriminatórias. As novas tensões ameaçam minar acordos anteriores entre as duas potências, motivadas principalmente pelos novos controles chineses sobre exportações de terras raras — recurso essencial para tecnologias avançadas.
Criptomoedas em baixa
O restante do mercado cripto também recuou. O Ether caiu 0,4%, cotado a US$ 4.116, após tocar US$ 3.400 no fim de semana. XRP recuou 0,6%, permanecendo abaixo de US$ 3,00.
Entre as demais, Solana subiu 4,8%, Cardano avançou 1,1%, enquanto Dogecoin caiu 0,7% e $TRUMP registrou alta de 2%.
Além das tensões comerciais, o mercado também enfrenta incertezas sobre estratégias corporativas de tesouraria, especialmente no uso do bitcoin como reserva de valor.
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