Dados mais recentes do Cambridge Centre for Alternative Finance (CCAF) revelam que a China voltou a figurar entre os principais centros de mineração de Bitcoin do mundo. Mesmo após a proibição oficial da atividade, em 2021, o país assumiu a terceira colocação no ranking global de hashrate, atrás apenas dos Estados Unidos e do Cazaquistão.
Proibição não eliminou a atividade
O governo chinês anunciou, em junho de 2021, que a mineração de criptomoedas seria considerada ilícita, iniciando uma ampla repressão que levou muitas empresas a transferirem seus equipamentos para o exterior. Apesar disso, os números do CCAF indicam que parte significativa da capacidade de processamento permaneceu em território chinês, operando de forma descentralizada e, em muitos casos, clandestina.
Estados Unidos lideram
O levantamento mostra que os Estados Unidos mantêm a liderança global, consolidando-se como o principal destino de mineradores que deixaram a China há três anos. O Cazaquistão aparece em segundo lugar, beneficiado por baixo custo de energia e políticas mais flexíveis em relação à atividade.
Participação chinesa se mantém relevante
A participação chinesa no hashrate mundial evidencia a resiliência dos mineradores locais. Mesmo sob risco de sanções, operadores distribuíram máquinas por diversas províncias, recorrendo a fontes variáveis de energia, como hidrelétricas em períodos de chuvas intensas.
Imagem: Alex Lari
A evolução recente reforça que a proibição oficial não eliminou completamente a mineração de Bitcoin no país e que a China continua tendo peso considerável na segurança e na validação da rede.
Com informações de Bitcoin News
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