A desenvolvedora sul-coreana Shift Up, responsável pelo game mobile Goddess of Victory: Nikke, voltou a comentar a polêmica iniciada no início do ano por causa de um gesto interpretado como misândrico na Coreia do Sul. Durante uma entrevista em vídeo divulgada recentemente, o diretor do jogo, Hyungsuk Yoo, afirmou que “não tolerará a inserção deliberada de discurso de ódio em Nikke” e que medidas internas foram adotadas para evitar a “recorrência de problemas”.
Entenda o caso
Em comemoração aos 1.000 dias desde o lançamento do título, a equipe publicou uma imagem promocional com três personagens segurando presentes e um bolo. Duas delas exibiam as mãos em forma de “pinça”, gesto conhecido como “crab hand” ou jibgeson, que grupos antifeministas na Coreia do Sul associam a uma provocação aos homens, sugerindo que teriam genitais pequenos.
A repercussão negativa levou o estúdio a substituir a ilustração por uma versão sem o gesto. Apesar de não citar diretamente o episódio, Yoo esclareceu na nova entrevista que a companhia “tomou providências para que situações similares não voltem a ocorrer”.
Reação e contexto
O gesto não é reconhecido como ofensivo no Ocidente, mas ganhou conotação misândrica no mercado sul-coreano, onde debates sobre desigualdade de gênero permanecem acirrados. A mesma simbologia já havia causado críticas contra uma peça publicitária de MapleStory, obrigando a Nexon a alterar o material.
Desde a controvérsia, ocorrida em agosto, esta foi a primeira manifestação pública da Shift Up sobre o assunto. O estúdio reforçou que continuará monitorando conteúdos para impedir que mensagens consideradas discriminatórias cheguem ao jogo.
Imagem: Internet
Com informações de TheGamer
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