Igor Sarzynski, diretor de Cyberpunk 2 e desenvolvedor da CD Projekt Red, declarou que prolongar a convivência do jogador com Jackie Welles em Cyberpunk 2077 não traria benefícios ao jogo. A avaliação foi publicada em 5 de janeiro de 2026, em uma série de mensagens na plataforma BlueSky.
Sarzynski comentou a possibilidade de estender o Ato 1, segmento que antecede o assalto à Arasaka — missão na qual Jackie morre independentemente da origem escolhida para o personagem V. “Não faria o jogo melhor”, escreveu. O desenvolvedor comparou a hipótese a “passar mais tempo em Tatooine com o fazendeiro Luke antes de toda aquela história de Jedi”.
Segundo o criador, o primeiro ato já oferece liberdade suficiente para quem deseja explorar mais a região de Watson; alguns jogadores conseguem dedicar até 20 horas ao distrito antes de avançar. “É um jogo de mundo aberto, escolha seu próprio ritmo”, afirmou.
Para Sarzynski, a meta que move V nessa fase — subir na hierarquia do submundo de Night City — é propositalmente vaga. Ao seu ver, esticar esse trecho sem acrescentar pressão ou riscos resultaria em uma experiência “dispersa e sem foco”.
Equilíbrio de tempo de tela
Jackie Welles é apresentado como melhor amigo e parceiro de V, e seu destino funciona como ponto de virada na narrativa, deixando o protagonista sozinho com Johnny Silverhand em sua mente. O diretor reconhece que a ligação com o personagem varia de jogador para jogador, mas defende que o tempo de exposição ficou “num ponto de equilíbrio” entre aqueles que se apegaram e os que não sentiram impacto algum.
Imagem: Internet
O montante de cenas que mostram a parceria entre V e Jackie — um clipe que cobre aproximadamente seis meses na história — sempre esteve previsto no roteiro, esclareceu Sarzynski. Ele destacou que não se trata de conteúdo cortado, mas de uma solução narrativa planejada desde o início do desenvolvimento.
Com informações de TheGamer
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