A Vale informou nesta terça-feira que produziu 336,1 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, um crescimento de 2,6% em relação a 2024. Com esse resultado, a mineradora brasileira superou pela primeira vez desde 2018 a produção da Rio Tinto em Pilbara, principal polo produtor da companhia australiana.
A Vale havia perdido a liderança global em minério de ferro em 2019, após os impactos do rompimento da barragem de Brumadinho (MG), que levou a uma ampla revisão de seus projetos e operações. Desde então, a empresa vem recuperando gradualmente a produção, movimento que culminou no resultado de 2025. O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, vinha afirmando nos últimos anos que a companhia retomaria a posição de número um no setor.
A Rio Tinto informou na semana passada produção de 327,3 milhões de toneladas de minério de ferro em Pilbara em 2025, considerando base 100%. Incluindo suas operações no Canadá, a produção total da australiana alcançou 336,6 milhões de toneladas, ligeiramente acima do volume total da Vale.
O resultado da mineradora brasileira em 2025 ficou acima da meta oficial de 335 milhões de toneladas, segundo relatório divulgado nesta terça-feira. No quarto trimestre, a produção somou 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual, impulsionada pelo bom desempenho da mina de Brucutu e pelo avanço dos projetos Capanema e VGR1. O crescimento ocorreu apesar de uma redução de 6,5 milhões de toneladas no sistema Norte, principal operação da empresa.
As vendas de minério de ferro no quarto trimestre atingiram 84,9 milhões de toneladas, aumento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as vendas totalizaram 314,36 milhões de toneladas, alta de 2,5%.
O preço médio realizado dos finos de minério de ferro foi de US$ 95,40 por tonelada no quarto trimestre, avanço de 2,6% na comparação anual. Na média de 2025, porém, o preço caiu 3,9%, para US$ 91,60 por tonelada.
Pelotas, cobre e níquel
A produção de pelotas de minério de ferro foi de 8,3 milhões de toneladas no quarto trimestre, queda de 9,2% em relação ao ano anterior. No acumulado de 2025, a produção recuou 15%, para 31,36 milhões de toneladas, refletindo ajustes operacionais diante das condições de mercado. A Vale informou que a usina de pelotização de São Luís permaneceu em manutenção durante o trimestre.
Na divisão de cobre, a companhia registrou o melhor resultado desde 2018, com produção anual de 382,4 mil toneladas, alta de 9,8% e acima do guidance. No quarto trimestre, a produção foi de 108 mil toneladas, impulsionada pela unidade de Salobo. As vendas cresceram 8% no trimestre e 12,4% no ano.
Já a produção de níquel somou 46,2 mil toneladas no quarto trimestre, alta de 1,5% na comparação anual, favorecida pelo comissionamento do segundo forno de Onça Puma e pelo avanço das minas subterrâneas de Voisey’s Bay. Em 2025, a produção totalizou 177,2 mil toneladas, crescimento de 10,8%.
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