A Procuradoria-Geral do Estado de Nova York ingressou com uma ação civil contra a Valve Corporation, desenvolvedora e proprietária da plataforma Steam. A queixa, assinada pela procuradora-geral Letitia James, acusa a empresa de incentivar práticas de jogo ilegal entre menores de idade por meio de loot boxes presentes em títulos como Counter-Strike 2, Dota 2 e Team Fortress 2.
O processo, apresentado no tribunal estadual, sustenta que o modelo de caixas virtuais contraria as leis de Nova York sobre jogos de azar. A procuradora pede que a Justiça proíba a prática, determine o pagamento de multas e fixe indenizações. Segundo o documento de 52 páginas, a Valve teria faturado “bilhões de dólares” ao disponibilizar conteúdos aleatórios que podem ser revendidos a valores elevados.
Riscos apontados pelo Ministério Público
Em comunicado, Letitia James afirma que “o jogo ilegal pode ser prejudicial e levar a sérios problemas de dependência, especialmente para os mais jovens”. O texto cita pesquisa segundo a qual crianças expostas a apostas têm quatro vezes mais chance de desenvolver vício futuramente.
A promotoria destaca ainda a escalada de preços dos itens virtuais. No mercado de Counter-Strike 2, por exemplo, já foi registrada a venda de uma única arma por US$ 1.000.000. Para James, essa valorização transforma as skins em “ativos digitais potencialmente lucrativos”, atraindo especuladores e adolescentes com poucos recursos financeiros.
O processo também menciona que, embora o jogo ofereça armas básicas gratuitamente, os jogadores podem aplicar skins a esses equipamentos como símbolo de status. “A disponibilidade dessas caixas cria um sistema que estimula menores a gastar pequenas quantias repetidamente na esperança de obter um item raro”, observa a procuradora.
Imagem: Internet
Violência e armas
A ação faz referência adicional ao fato de os jogos “glorificarem violência e armas”, o que, na visão da Procuradoria-Geral, contribui para a banalização de episódios violentos entre jovens antes do completo desenvolvimento do cérebro.
A Valve ainda não se manifestou publicamente sobre o processo.
Com informações de TheGamer
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