Os preços do ouro iniciaram a segunda-feira em queda, pressionados pela intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada das tensões geopolíticas redirecionou parte dos fluxos de capital para o petróleo e para o dólar, ativos que passaram a concentrar maior interesse dos investidores neste momento.
Apesar do recuo, o metal precioso continuou sendo negociado acima de US$ 5.000 por onça, mantendo um nível relevante de sustentação nas cotações. A busca por ativos considerados seguros ainda sustenta parte da demanda pelo ouro diante do agravamento do cenário internacional. Por volta das 7h (horário de Brasília), o ouro à vista registrava queda de 1,07%, cotado a US$ 5.103,71 por onça.
Desde o início do conflito, o ouro vinha se beneficiando do aumento da aversão ao risco. No entanto, a recente valorização passou a enfrentar resistência no mercado. Investidores avaliam que o impacto inflacionário de um conflito prolongado pode levar grandes bancos centrais a adotarem políticas monetárias mais restritivas, cenário que tende a favorecer o fortalecimento do dólar.
Esse movimento fez com que o dólar superasse o desempenho do ouro ao longo da última semana. Ao mesmo tempo, o petróleo apresentou uma valorização ainda mais expressiva, refletindo preocupações crescentes sobre possíveis interrupções no fornecimento global da commodity.
Nesta segunda-feira, tanto o dólar quanto o petróleo registraram fortes ganhos após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra instalações petrolíferas no Irã, o que aumentou os temores de ampliação do conflito. O índice do dólar avançou cerca de 0,6%, enquanto o petróleo Brent crude oil chegou a subir até 20%, superando momentaneamente o patamar de US$ 100 por barril.
Durante o fim de semana, o Irã também foi apontado como responsável por ataques a embarcações no Estreito de Hormuz, rota marítima estratégica por onde passa aproximadamente 20% da oferta mundial de petróleo. A possibilidade de interrupção nesse corredor energético elevou ainda mais a tensão nos mercados.
Na semana passada, o ouro acumulou queda de cerca de 2%. O metal segue oscilando dentro de uma ampla faixa de preços, entre US$ 5.000 por onça e a máxima histórica próxima de US$ 5.600, registrada no final de janeiro. Desde então, o ativo tem apresentado forte volatilidade, impulsionada por apostas especulativas e pela incerteza em relação ao rumo das taxas de juros globais.
Dados recentes do relatório de emprego dos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira e abaixo das expectativas do mercado, reforçaram apostas de que o banco central americano poderia considerar um possível afrouxamento na política monetária. Ainda assim, a atenção dos investidores voltou rapidamente para os potenciais efeitos inflacionários da disparada do petróleo.
Outros metais preciosos também operavam em queda nesta segunda-feira. A prata à vista recuava cerca de 2,5%, sendo negociada a US$ 82,12 por onça, enquanto a platina registrava baixa de aproximadamente 4,2%, cotada a US$ 2.050,29 por onça.
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