A rotina de preparação pode ser mais prática e menos exaustiva com planejamento, pausas e apoio emocional. Veja estratégias para gerenciar ansiedade, montar uma rotina realista e preservar o bem-estar.
Estudar para o vestibular é uma fase de grande pressão na transição para a vida adulta. A decisão sobre curso e universidade costuma carregar expectativas pessoais e familiares, e por isso ansiedade e exaustão entre adolescentes não são surpresa. É possível, porém, organizar a trajetória de estudo de forma prática e menos sofrida, com foco em rotina, suporte emocional e estratégias de preparação.
Definir o curso e a universidade é um passo importante, mas nenhuma escolha será necessariamente definitiva: ingressar na faculdade não determina todo o futuro profissional, já que existe a possibilidade de trocar de curso, trancar a matrícula, transferir-se ou seguir outros caminhos após a formação. Pesquisar cursos, conversar com quem já está na graduação e identificar o que não se quer estudar são ações úteis para reduzir opções e dar mais segurança à decisão.
Quem escolhe é o jovem ou ele está sendo escolhido para realizar o sonho de outra pessoa?
As pressões familiar e social tornam a jornada mais pesada, porque o candidato até inconscientemente se vê na obrigação de passar. Para o adolescente, falar sobre a ansiedade, nomear isso, já produz um alívio, quando ele começa a pensar na escolha está fazendo. O candidato entra na sala e carrega projetos de uma vida inteira
Para pais e tutores a recomendação prática é clara: dialogar com maturidade e não transferir decisões. Acompanhar o estado emocional do jovem ajuda a perceber se a ansiedade está em níveis que exigem apoio.
Algumas universidades vêm ampliando iniciativas de apoio. Um exemplo é um programa de escuta que teve a primeira edição no vestibular para 2026 e se repetirá na prova para 2027 e nos anos seguintes, com rodas de conversa online entre jovens e psicólogo voluntário. O programa é aberto a todos os vestibulandos mediante inscrição.
Uma pessoa tomada de ansiedade tende a fazer uma prova ruim e aí não é aprovada. É uma jornada longa e intensa de estudos que exige esforços. Nós entramos com a proposta de oferecer aos candidatos um espaço de fala e escuta que funciona como espécie de suporte psicológico, que visa fornecer recursos para enfrentar o momento do vestibular
Na prática, montar uma rotina de estudos é fundamental, mas ela deve ser flexível. Concentre-se em transformar hábitos em rotina sem torná-los rígidos a ponto de causar desânimo quando houver imprevistos. Inclua alternância de disciplinas, pausas regulares e atividade física duas ou três vezes por semana; garanta sono e alimentação adequados.
O jovem pode cumprir aquelas aulas que teve no formato de estudo em casa, pegar apostilas e exercitar. Precisa ter alternância das disciplinas, ter pausas para descanso e realizar atividade física, digamos, duas ou três vezes por semana
Não é uma questão de sofrer, é uma questão de esforço. O vestibulando não vai ser premiado por alguma entidade divina por fazer sacrifícios, ele precisa é de um esforço racional concentrado. Não precisa cortar coisas importantes
Relatos de estudantes mostram que organização e revisão diária fazem diferença. Um aluno que pretende cursar biologia explica que estuda com base nas matérias dadas no dia, faz muitos exercícios, revisa o conteúdo à tarde e produz resumos e listas de exercícios. Para ele, manter uma rotina tem trazido tranquilidade e melhor desempenho, mesmo com alguma flexibilidade para variar formatos de estudo.
Eu estudo baseado nas matérias que eu tenho aula em cada dia, durante as aulas de manhã. Eu tento fazer o máximo de exercícios e tirar todas as dúvidas que eu puder, quando chego em casa, reviso os conteúdos passados pela manhã, faço resumos e listas de exercícios ligados às matérias estudadas
Ter uma rotina de estudos me tranquiliza muito, meu desempenho subiu muito em comparação com o período sem rotina, apesar de eventualmente eu não seguir à risca por gostar de diversificar meus estudos. Mas, em geral, é algo muito positivo para alguém que vai prestar vestibular no final do ano
Para quem trabalha, a sugestão é aproveitar os momentos disponíveis e construir uma rotina a partir desses espaços. Evite estimulantes em excesso, como muito café, que podem atrapalhar o sono. Fazer simulados regularmente e conhecer a cara de cada prova é estratégico: entenda o peso que exames dão à redação, interpretação de texto e demais competências e ajuste seu plano de estudo em função disso.

Fonte: InfoMoney – Mercado
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