O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que as negociações entre Washington e Teerã podem ser retomadas ainda neste fim de semana, em meio a sinais de manutenção de um cessar-fogo considerado frágil entre Israel e Líbano.
Segundo Trump, EUA e Irã estariam “muito próximos” de um acordo, que incluiria o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos. Em contrapartida, Teerã exige a retirada das sanções internacionais. O republicano também afirmou que pode estender a trégua caso as negociações avancem.
Um dos principais entraves segue sendo o conflito paralelo entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. Apesar do cessar-fogo entre EUA e Irã, ataques israelenses contra o grupo — aliado de Teerã — continuam. O Irã condiciona qualquer acordo à interrupção dessas ofensivas. Ainda assim, autoridades de Israel e do Líbano confirmaram uma pausa de 10 dias nas hostilidades, iniciada na quinta-feira, embora o Hezbollah tenha adotado postura cautelosa.
Nos bastidores, segundo a Reuters, negociadores trabalham em um acordo provisório para evitar a retomada dos combates, diante da dificuldade de alcançar um pacto mais amplo no curto prazo.
No mercado de energia, os preços do petróleo permanecem abaixo de US$ 100 por barril, após terem atingido picos próximos de US$ 120 no início do conflito. A volatilidade é influenciada principalmente pela situação no Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
O bloqueio parcial da região, somado às restrições impostas pelos EUA aos portos iranianos, interrompeu milhões de barris diários de oferta, elevando preocupações com inflação global e desaceleração econômica. Ao mesmo tempo, projeções da Agência Internacional de Energia e da OPEP apontam para uma possível queda na demanda nos próximos meses.
Analistas avaliam que o controle do estreito segue como ponto central das negociações, que podem se estender por meses. Enquanto isso, países como França e Reino Unido lideram discussões internacionais para tentar destravar a navegação na região, em coordenação com os Estados Unidos.
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