Uma nova pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada hoje, 28 de maio de 2026, revela que mais da metade da população brasileira, exatamente 52%, considera a situação econômica do país como ruim. Apesar desse cenário desafiador, há um sinal de esperança entre os entrevistados, que demonstram otimismo em relação ao futuro.
De acordo com o levantamento, apenas 37% dos participantes avaliam a economia nacional como boa, enquanto 11% a consideram normal. Essa disparidade revela a preocupação dos cidadãos com a realidade econômica atual, mas também destaca uma mudança nas expectativas para os próximos meses.
Quase metade dos entrevistados, cerca de 45%, acredita que a economia brasileira apresentará sinais de recuperação no próximo semestre. Outros 19% afirmam que a situação permanecerá inalterada, enquanto 37% temem uma possível piora. Essa ambivalência nas percepções é um reflexo das incertezas que permeiam o cenário econômico.
A pesquisa também explorou a percepção das famílias em relação à sua própria condição financeira. Atualmente, 40% dos brasileiros consideram a situação econômica de suas casas como boa, 33% a veem de forma negativa e 27% a classificam como normal. Para os próximos seis meses, 43% dos entrevistados estão esperançosos por uma melhora em suas finanças, enquanto 30% esperam que as coisas permaneçam como estão e 27% projetam um cenário de piora.
Outro ponto interessante da pesquisa é a avaliação do mercado de trabalho, que se mostra mais positiva do que a percepção geral da economia. Com 47% dos entrevistados considerando a situação do emprego como boa, apenas 36% a classificam como ruim. As expectativas para o setor de trabalho também são majoritariamente otimistas: 43% acreditam que o mercado irá melhorar nos próximos meses.
A inflação, por sua vez, apresentou uma leve queda em maio. A avaliação atual foi reduzida em 0,5 ponto percentual, chegando a 5,8%, e a expectativa inflacionária para os próximos meses diminuiu 0,2 ponto percentual, alcançando 5%.
Além disso, a pesquisa revelou uma maior disposição para o consumo. Quase 38% dos entrevistados manifestaram a intenção de aumentar as compras de bens duráveis, uma alta de 7 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Este dado sugere que, mesmo com a percepção negativa da economia, os brasileiros estão se preparando para investir em suas necessidades e desejos.
O estudo da AtlasIntel/Bloomberg foi realizado entre os dias 13 e 18 de maio e ouviu 5.032 pessoas. Com uma margem de erro de 1 ponto percentual e um nível de confiança de 95%, a pesquisa reflete um investimento de R$ 75 mil, financiado com recursos próprios.


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