Na última terça-feira, 26 de maio de 2026, a Polícia Federal deu início à 8ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que autorizou a operação, traz à tona suspeitas sérias de favorecimento político e irregularidades relacionadas aos investimentos do RioPrevidência em associação com o Banco Master.
A investigação aponta que aportes bilionários foram realizados com base em relações pessoais e políticas entre o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Cláudio Castro. Os investigadores alegam que essas decisões não se basearam em critérios técnicos adequados, mas sim em um vínculo pessoal e indevido entre empresários e agentes públicos que detêm poder de decisão no fundo previdenciário do estado.
A pesquisa revela que certos investimentos estavam diretamente ligados a um necessário ‘alinhamento político’ com Cláudio Castro.
Segundo a Polícia Federal, a análise de mensagens obtidas durante a investigação sugere que havia um acordo político para facilitar aplicações bilionárias em fundos e Letras Financeiras relacionadas ao Banco Master. O ajuste teria sido mediado por Ricardo Siqueira Rodrigues e executado por agentes públicos inseridos na estrutura decisória da autarquia previdenciária do estado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) destacou que os indícios coletados vão além de meras interações institucionais, sugerindo que as tratativas investigadas possibilitaram a captação de R$ 3,691 bilhões em investimentos no Banco Master, através de diversos fundos e Letras Financeiras. É alarmante que dirigentes do RioPrevidência tenham autorizado operações mesmo após alertas formais do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
A decisão do STF também aponta para o papel crucial de empresas que teriam colaborado na execução dos investimentos sob investigação. A Mídias Promotora Ltda. e a Planner Corretora de Valores S.A. são citadas como participantes estratégicos no esquema financeiro. A Mídias Promotora é acusada de atuar como intermediária na recepção e distribuição de comissões relacionadas à captação de recursos previdenciários, enquanto a Planner Corretora teria dado uma aparência de regularidade às operações suspeitas.
Os investigadores afirmam que a Planner Corretora exerceu uma “dupla função” no esquema, atuando como um anteparo para operações já consideradas irregulares e, ao mesmo tempo, aumentando as taxas de corretagem, que beneficiariam os operadores da fraude. A Polícia Federal continua seus esforços na busca de informações e na tentativa de contatar a defesa de Cláudio Castro e representantes das empresas citadas, mantendo o espaço aberto para manifestações.
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