No dia 26 de maio de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo significativo para a saúde no Brasil ao aprovar o Ozivy, o primeiro medicamento à base de semaglutida sintética desenvolvido pelo laboratório EMS. Este produto, que se apresenta na forma de uma caneta injetável, é considerado uma inovação no tratamento de diabetes tipo 2 e também na perda de peso.
O Ozivy utiliza o mesmo princípio ativo do famoso Ozempic, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que se destacou por sua eficácia em auxiliar na redução de peso. Ambos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, medicamentos que têm ganhado destaque no mercado. Com a recente queda da patente do Ozempic, o cenário se abre para novos produtos que podem trazer benefícios aos pacientes.
Segundo a Anvisa, o Ozivy não é classificado como um medicamento genérico, mas sim como um novo medicamento sintético, indicado para adultos que enfrentam dificuldades em controlar a diabetes tipo 2, devendo ser utilizado como complemento à dieta e exercícios físicos. A caneta será uma solução injetável, com administração semanal, e sua conservação requer cuidados específicos, necessitando ser armazenada em temperaturas entre 2 °C e 8 °C durante o tratamento.
As opções de apresentação do Ozivy são variadas. A agência já aprovou quatro modelos, que incluem diferentes combinações de canetas e agulhas, permitindo que os pacientes escolham a que melhor atenda às suas necessidades. O lançamento do medicamento no mercado, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deve ocorrer no segundo semestre de 2026, trazendo uma expectativa de preço acessível para a população. Ele afirmou que o Ozivy pode ter um custo ainda menor, visto que os medicamentos genéricos costumam ser pelo menos 30% mais baratos que seus equivalentes de marca.
“A expectativa é que no começo do segundo semestre ela já esteja nas farmácias com o preço lá embaixo”, disse Padilha.
Além disso, a introdução do Ozivy no Brasil promete aumentar a concorrência no mercado, o que pode resultar em preços ainda mais competitivos. O ministro também enfatizou a importância de uma fiscalização rigorosa para garantir a qualidade e a segurança dos medicamentos. Ele alertou sobre os riscos de adquirir canetas em outros países, sem a devida procedência.
Para que o Ozivy esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), será necessário passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e obter aprovação do Ministério da Saúde. Essa é uma etapa crucial para assegurar que os pacientes tenham acesso a medicamentos eficazes e seguros.
A expectativa em torno do Ozivy é alta e representa uma nova esperança para muitos brasileiros que lutam contra a diabetes tipo 2 e a obesidade. A chegada deste medicamento pode não apenas melhorar a qualidade de vida, mas também transformar o cenário do tratamento dessas condições no país.
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