Duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual prestam depoimento no dia 11 de junho. O caso envolve 20 testemunhas e pode definir o futuro do magistrado afastado do cargo.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) agendou para o dia 11 de junho o depoimento de duas mulheres que acusam o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. Este evento será um momento crucial, pois também contará com a participação de 20 testemunhas tanto de defesa quanto de acusação.
O ministro Buzzi foi afastado de suas funções e está sob investigação em um processo administrativo disciplinar (PAD), após denúncias feitas pelas supostas vítimas. As acusações incluem um incidente em que Buzzi teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, durante um banho de mar. Este episódio teria ocorrido em janeiro de 2026, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, onde o ministro, a jovem e seus pais estavam de férias.
Além das denúncias atuais, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro também relatou ter sido alvo de assédio sexual. Essas informações ampliam o escopo das investigações em torno da conduta do ministro.
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O caso é ainda mais complexo, pois Buzzi enfrenta um procedimento no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a questão na esfera criminal. É importante ressaltar que, por sua posição como ministro do STJ, ele possui foro privilegiado no STF. Isso significa que os procedimentos legais relacionados ao caso estão sujeitos a um nível diferente de análise judicial.
A defesa do ministro tem se manifestado de forma insistente, afirmando que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que isso será demonstrado ao longo da investigação.
Essas revelações trazem à tona discussões relevantes sobre a conduta de figuras públicas e a importância de um processo judicial justo e transparente. A sociedade aguarda ansiosamente pelo desdobramento desse caso e por uma solução que respeite tanto os direitos das vítimas quanto o devido processo legal.
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