O presidente colombiano recusou reconhecer a vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella no primeiro turno. A tensão política cresce enquanto o país se prepara para o segundo turno.
No último domingo, 31 de maio de 2026, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, levantou questões sobre a validade da contagem de votos transmitida durante as eleições presidenciais. Petro afirmou que não reconhece os resultados apresentados, alegando que os dados enviados não têm força de norma pública e não refletem a realidade das urnas.
A polêmica surgiu após o anúncio de que o advogado Abelardo de la Espriella, representando a direita, foi o candidato mais votado no primeiro turno, recebendo 43,72% dos votos. Com isso, ele se prepara para disputar o segundo turno contra o senador Iván Cepeda, que faz parte da esquerda colombiana e é um aliado direto de Petro, tendo obtido 40,92% dos votos, conforme os dados preliminares da Registradoria Nacional.
Em uma postagem nas redes sociais, Petro expressou sua insatisfação:
“Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da firma privada dos irmãos Bautista. Porque, devendo estar parados os algoritmos do software de contagem e apuração, na última semana foram adicionados 800 mil cédulas de pessoas que não estão no censo oficial apresentado.”
Segundo o presidente, existem dois censos em disputa: o oficial e o do software da empresa Thomas Greg e Sons, dos irmãos Bautista, que supostamente inclui 800 mil pessoas não registradas no censo oficial.
Petro destacou que, de acordo com a lei, os resultados que ele aceitará são os provenientes das comissões apuradoras, que são supervisionadas pelos juízes da República. Ele enfatizou que a contagem transmitida não possui força vinculante e que, por isso, não pode ser considerada um resultado final.
A disputa entre De la Espriella e Cepeda está marcada para o dia 21 de junho, e promete ser um momento decisivo para o futuro político da Colômbia. Este segundo turno será crucial, não apenas para os candidatos, mas também para a direção que o país tomará nos próximos anos.
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