Um diácono pediu que fiéis encerrassem manifestações políticas durante a Missa de Santo Antônio, em Barbalha (CE). O momento chamou atenção pela presença de lideranças rivais no mesmo templo.
A celebração da Missa de Santo Antônio, ocorrida no último domingo, 31 de maio de 2026, na Igreja Matriz de Barbalha, Ceará, foi marcada por um momento significativo que ressalta a importância da espiritualidade acima das disputas políticas. O diácono permanente da Diocese de Crato, Rafhael Hernandez, fez uma intervenção durante a cerimônia religiosa, pedindo aos fiéis que interrompessem as manifestações políticas que estavam ocorrendo no templo.
Durante a missa, que contou com a presença de diversas lideranças políticas, tanto da base de apoio ao governo estadual quanto da oposição, o diácono se dirigiu aos presentes com um apelo claro: “Vocês não estão em casa, vocês estão na casa de Deus. Casa de Deus é a casa de Deus. Igreja não é lugar para politicagem. Casa de Deus é a casa de Deus.” Essas palavras ecoaram entre os fiéis, reforçando o caráter sagrado do espaço religioso.
A celebração de Santo Antônio é uma tradição em Barbalha, atraindo anualmente milhares de fiéis e autoridades locais que se reúnem para celebrar a fé e a cultura da região do Cariri. Este ano, o evento também contou com a presença de figuras políticas influentes, como o governador do Ceará, Elmano de Freitas, e o ex-ministro Ciro Gomes, entre outros. No entanto, a aparição de manifestações políticas durante a missa gerou um desconforto que levou o diácono a agir.
“Peço em nome da igreja, cesse, por favor. Respeito a Deus acima de tudo, de todos e de qualquer homem.”
Essas palavras do diácono foram um lembrete sobre a importância de preservar a santidade do local, sublinhando que a igreja deve ser um espaço de união e respeito. A intervenção destaca a necessidade de manter a espiritualidade livre de divisões políticas, um ponto importante em momentos de polarização.
Ao final da missa, o clima se acalmou e a celebração prosseguiu com fervor, reforçando a união entre os fiéis em torno da fé comum, independentemente de suas preferências políticas. Este episódio ressalta a necessidade de diálogo e respeito mútuo, especialmente em tempos de intensa polarização.
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