Briga entre petista e bolsonarista esquenta após Lula chamar senador de 'traidor da pátria'. Flávio rebateu e apontou a política externa do governo como responsável pela possível taxação americana.
No dia 02 de junho de 2026, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, fez declarações contundentes sobre a situação econômica entre Brasil e Estados Unidos. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o responsável pela possível nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros que pode ser imposta pelos EUA.
A provocação de Flávio veio após Lula chamá-lo de “traidor da pátria” em resposta a uma recomendação do Departamento de Comércio norte-americano. Em suas redes sociais, o senador deixou claro que a política externa adotada pelo governo petista é a raiz desse problema.
“A realidade é que essa tarifa é do Lula”, escreveu Flávio em sua postagem. “Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano e por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais.”
Flávio também mencionou que, durante sua recente visita à Casa Branca, fez um apelo direto aos EUA para que não taxassem as empresas brasileiras. Ele destacou que a falta de credibilidade no governo Lula é um fator que contribui para essa situação.
“Ninguém mais acredita no Lula”, afirmou o senador. “Ele faz uma reunião com Trump, assume compromissos e não cumpre. Foi assim em relação ao aperto contra o PCC e o CV.”
Na semana anterior, o governo dos EUA havia classificado o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, uma medida que foi bem recebida por políticos conservadores, mas criticada por membros do governo federal. Esta classificação reflete as tensões existentes nas relações diplomáticas.
Por sua vez, Lula associou o aumento das investigações comerciais dos EUA à atuação de membros da família Bolsonaro junto ao governo norte-americano. Ele insinuou que Flávio teria prejudicado os interesses do Brasil ao buscar apoio em momentos de crise diplomática.
Além disso, Lula fez uma declaração polêmica sugerindo que o senador e seu irmão, Eduardo Bolsonaro, deveriam ser “enforcados” em meio ao clima tenso que envolve as relações entre Brasil e Estados Unidos. A escalada de tensão aumentou após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA abrir uma investigação contra o Brasil, citando decisões de autoridades brasileiras e críticas às políticas relacionadas a plataformas digitais.
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