Direita antissistema e esquerda progressista disputam o segundo turno colombiano. O resultado pode redesenhar alianças e impactar toda a América Latina.
Neste domingo, dia 21 de junho de 2026, a Colômbia se prepara para um segundo turno presidencial decisivo, onde as escolhas dos eleitores podem definir o futuro do país. De um lado, temos Abelardo de la Espriella, um advogado antissistema que conta com o apoio de figuras como Donald Trump, e do outro, Iván Cepeda, um senador de esquerda e defensor dos direitos humanos. Esta eleição ocorre em um contexto marcado por uma onda de violência e polarização política, que expõe a divisão do país.
Após um primeiro turno realizado em 31 de maio, a eleição se tornou um reflexo de uma sociedade fragmentada, onde a escolha do próximo presidente pode ser um divisor de águas. De la Espriella, que se apresenta como um forte opositor ao governo atual, busca capitalizar a insatisfação popular com a administração de Gustavo Petro, que, apesar de deixar o cargo com alta popularidade entre as classes mais baixas, é responsabilizado por uma escalada de violência sem precedentes na última década.
“A única coisa que peço é que o próximo presidente imponha pulso firme (…) Há insegurança demais”, afirmou Ariel Jamaica, um militar aposentado de 48 anos em Bogotá.
Considerado por muitos como “El Tigre”, De la Espriella, de 47 anos, é um milionário sem experiência política, protegido por um colete à prova de balas. Ele representa um desejo de mudança em relação ao governo de Petro e promete adotar uma linha dura contra as guerrilhas e o narcotráfico, temas que têm dominado a agenda política colombiana.
Seu oponente, Iván Cepeda, de 63 anos, é um filósofo com uma postura mais conciliadora, que tem se destacado na busca por políticas de paz e direitos humanos. O segundo turno, portanto, não é apenas uma escolha entre candidatos, mas um referendo sobre o primeiro governo de esquerda na história da Colômbia. Os dois lados têm apoiadores fervorosos, mas há uma parte do eleitorado que vota motivada pelo medo do modelo oposto.
“Sinto dor por essa polarização, a única coisa que nos leva é a matar uns aos outros”, comentou Gabriela Zambrano, uma química de 24 anos.
O resultado desta eleição poderá determinar se a Colômbia continuará a trilhar o caminho iniciado por Petro, ou se retornará a um governo mais conservador. A tensão entre a esquerda e a direita se intensificou nas últimas semanas, refletindo a luta por um futuro que pode ser mais seguro ou mais desigual, dependendo da escolha dos eleitores. Em um cenário onde as emoções superam as propostas políticas, a Colômbia vive um momento crucial em sua história.
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