Após duas recusas da PF e da PGR, Vorcaro negocia com bancas de Brasília para viabilizar novo acordo. Receio de prisão motiva a busca por defensor que consiga fechar a delação.
Nos últimos dias, a família de Daniel Vorcaro intensificou as negociações com pelo menos três renomadas bancas de advocacia em Brasília, visando encontrar um novo defensor para o ex-banqueiro e proprietário do Banco Master. Essa troca de advogados tem como objetivo viabilizar uma terceira tentativa de acordo de delação premiada.
Após duas propostas que foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Vorcaro está determinado a apresentar uma nova colaboração, na esperança de que ela seja aceita. Fontes próximas ao empresário revelaram que o receio de ser transferido novamente para o presídio da Papuda tem motivado a busca por advogados de maior destaque no direito criminal, com a intenção de fortalecer as negociações com a PF.
“Estamos em busca de nomes que possam realmente fazer a diferença nas negociações”, disse uma fonte próxima à família.
Atualmente, Vorcaro já passou por duas substituições em sua equipe de defesa. O ex-presidente da OAB de Minas Gerais, Sérgio Leonardo, agora lidera a equipe, após a saída do criminalista José Luis Oliveira, conhecido como Juca. A família está avaliando novos nomes para reforçar a estratégia jurídica e maximizar as chances de sucesso nessa nova proposta.
Segundo informações de aliados, nesta terceira tentativa, Vorcaro pretende anexar documentos que são considerados mais consistentes e relevantes do que os que foram apresentados anteriormente. A expectativa é que o novo pedido de colaboração seja protocolado na Polícia Federal nos próximos dias, trazendo uma nova esperança para o ex-banqueiro.
No entanto, Vorcaro tem percebido resistência da Polícia Federal em relação ao material entregue até o momento. Investigadores da corporação afirmam que uma delação só será aceita se houver provas concretas e se autoridades envolvidas em esquemas de corrupção também forem citadas. Apesar das tentativas de colaboração, integrantes da PF demonstram ceticismo sobre a possibilidade de Vorcaro apresentar informações inéditas que possam ser válidas para as investigações.
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