O Irã realiza hoje, 9 de julho de 2026, o sepultamento de seu ex-líder supremo, Ali Khamenei, no Santuário de Imam Reza, em Mashhad. Esta cerimônia encerra uma série de homenagens fúnebres que mobilizaram milhares de pessoas em todo o Irã e no Iraque. Nos últimos dias, os corpos do aiatolá e de quatro familiares que faleceram no mesmo ataque foram conduzidos em cortejos públicos, acompanhados por apoiadores que prestaram suas últimas homenagens.
Khamenei faleceu no dia 28 de fevereiro de 2026, durante um ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel, que ocorreu no início do conflito entre os países. Apesar da tradição islâmica que estabelece que o enterro deve acontecer logo após a morte, as autoridades iranianas decidiram adiar a cerimônia devido a questões de segurança e logística. De acordo com o governo, os corpos foram preservados em conformidade com as normas religiosas até o momento do funeral.
Especialistas comentam que, em razão da proibição do embalsamamento químico na tradição islâmica xiita, o método mais viável para a conservação do corpo foi a refrigeração em câmara frigorífica. A legislação religiosa do Irã permite este tipo de procedimento em casos excepcionais, como é o caso de líderes considerados de grande relevância.
“Este é um momento de grande importância para o povo iraniano, que se despede de um líder que teve um papel significativo em sua história recente,” disse um analista político local.
As homenagens a Khamenei demonstraram a mobilização e a importância de sua figura na política iraniana, refletindo também as tensões atuais com a comunidade internacional. O sepultamento é um evento que simboliza não apenas a despedida de um líder, mas também os desafios e as mudanças que o Irã pode enfrentar nos próximos anos.
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