Nas oitavas de final da Copa de 2006, realizada na Alemanha, a seleção francesa alcançou um feito que muitos consideravam impossível: ressurgir no mundial. Durante a fase de grupos, sob a direção de Raymond Domenech, a equipe empatou com a Suíça (0 a 0), com a Coreia do Sul (1 a 1) e conseguiu uma vitória sobre o Togo (2 a 0). No primeiro jogo eliminatório, enfrentou a atual campeã, Espanha, e começou em desvantagem, com um gol de David Villa. Contudo, a França mostrou sua força e, com os gols de Ribéry, Vieira e Zidane, virou a partida para 3 a 1, avançando assim para a fase seguinte, onde foi derrotada pela Itália nos pênaltis na final, em Berlim, no dia 9 de julho.
Nos últimos vinte anos, o futebol francês passou por uma revolução significativa. A formação de novos talentos, a imigração na Europa e o surgimento de grandes estrelas, como Kylian Mbappé, transformaram a equipe. O confronto de hoje contra a Espanha, marcado para às 16h (horário de Brasília), é considerado uma final antecipada. A França busca alcançar sua terceira final consecutiva, assim como o Brasil (1994, 1998 e 2002) e a Alemanha (1982, 1986 e 1990). A diferença é que a seleção francesa conquistou dois títulos no período, enquanto os alemães conseguiram apenas um título.
Os comandados de Didier Deschamps possuem uma chance real de igualar-se ao Brasil: venceram em 2018, perderam em 2026 e agora são considerados favoritos. Até o momento, os “azuis” marcaram dezesseis gols na competição e estão a apenas dois de superar o recorde do Brasil de 2002, que balançou as redes dezoito vezes. Mbappé, que já anotou oito gols, está em busca de mais.
Do outro lado, o futebol espanhol sempre traz surpresas e tenta voltar à final depois de dezesseis anos. Nos últimos dez encontros contra a França, a “fúria” venceu seis, com destaque para as semifinais da Euro em 2024 e da Liga das Nações no ano passado. Embora os atuais vice-campeões do mundo estejam em uma fase melhor, o embate decisivo pode trazer surpresas a qualquer momento. A imprensa europeia aposta no jovem Yamal para ser a chave do jogo, além da estratégia habitual de manter a posse de bola. Afinal, Mbappé, Dembele e Olise só conseguirão marcar se tiverem as oportunidades certas.
Amanhã, teremos um novo encontro no “Memória da Pan” para discutir o retrospecto entre Argentina e Inglaterra e, claro, já saberemos quem será o primeiro finalista da competição.
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