Rubio iniciou viagem à Colômbia, Peru e Equador e afirmou esperar fechar acordos comerciais em breve. Defendeu atuação dos EUA no petróleo venezuelano, citando campos antes sob controle chinês, russo e iraniano.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos esperavam fechar acordos comerciais “bons e sólidos” em um futuro próximo com a Colômbia, o Peru e o Equador. A declaração foi feita ao iniciar uma viagem pelos três países, em um momento em que líderes dessas nações demonstravam alinhamento ideológico com o governo americano.
Em conversa com jornalistas na Flórida, antes de embarcar, Rubio defendeu o envolvimento dos EUA no setor petrolífero venezuelano. Segundo ele, campos que antes estavam sob controle de empresas chinesas, russas e iranianas poderiam gerar receita para os venezuelanos por meio de uma parceria com os Estados Unidos sob um futuro governo democraticamente eleito.
“Temos muitos interesses em comum com eles, tanto no combate ao terrorismo criminoso transnacional na região quanto em compromissos econômicos. Esperamos fechar acordos comerciais bons e sólidos com todos esses três países em um futuro próximo.”
Mais tarde, nesta terça-feira, Rubio se reuniu com o presidente colombiano Abelardo De La Espriella na cidade litorânea de Barranquilla. A agenda continuará ao longo da semana: ele viajará ainda nesta semana ao Equador para se encontrar com o presidente Daniel Noboa e, em seguida, ao Peru para conversas com a presidente Keiko Fujimori, que tomou posse em 28 de julho.
A visita foi apresentada como parte de uma tendência no Hemisfério Ocidental de maior alinhamento em torno de objetivos compartilhados com Washington, incluindo segurança regional e parcerias econômicas. O roteiro inclui discussões sobre cooperação em temas que vão do enfrentamento de organizações criminosas transnacionais a aprofundamento de acordos comerciais bilaterais ou multilaterais.
Do ponto de vista prático, a mensagem decorrente das declarações aponta para negociações comerciais que deverão priorizar tanto condições de mercado quanto aspectos de segurança e governança. Para os países sul-americanos mencionados, a perspectiva anunciada cria uma janela de oportunidade para negociar termos que busquem crescimento de exportações, atração de investimentos e maior integração nos fluxos comerciais com os EUA.
Para atores públicos e privados interessados nessas negociações, o posicionamento sinaliza que será importante acompanhar os encontros programados, os calendários de negociação e os pontos-base que podem aparecer nas conversas — tarifas, regras de origem, facilitação de comércio e incentivos a setores estratégicos. A trajetória da visita e os desdobramentos nas próximas semanas deverão indicar se as intenções se traduzirão em acordos concretos e cronogramas definidos.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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