Dados públicos mostram R$ 14,3 milhões pagos à Meta nos primeiros 15 dias da campanha. Gastos concentraram-se em impulsionamento e produção digital, impactando alcance e segmentação dos candidatos.
Em um período inicial de duas semanas de campanha, os dados públicos mostram concentração de gastos em plataformas digitais e empresas de mídia e produção, com impactos práticos na forma como candidatos planejam alcance e alcance segmentado. Passados 15 dias do início da campanha, foram pagos R$ 14,3 milhões à Meta, dona do Instagram, Facebook e Whatsapp, o que coloca a empresa no topo do ranking de prestação de serviços a postulantes a cargos eletivos neste período.
1. Meta – Passados 15 dias do início da campanha, foram pagos R$ 14,3 milhões à Meta pela prestação de serviços de impulsionamento em suas redes.
2. dLocal – A dLocal, especializada em processamento de pagamentos, arrecadou pouco mais de R$ 8 milhões até a publicação desta matéria.
3. Pia Filmes – A Pia Filmes recebeu R$ 4,3 milhões da direção nacional do Progressistas (PP) pela produção de cinco peças para rádio, televisão e internet.
4. Gleisi Hoffmann – A candidata ao Senado pelo Paraná gastou R$ 350 mil com seis anúncios publicados nas redes da Meta.
5. Tarcísio de Freitas – O governador de São Paulo e candidato à reeleição utilizou R$ 300 mil para alavancar seis peças de campanha.
6. Lindbergh Farias – O deputado federal do Rio de Janeiro gastou R$ 290 mil com oito publicações impulsionadas enquanto tenta a reeleição para a Câmara dos Deputados.
7. Marília Aparecida Campos – A candidata ao Senado por Minas Gerais registrou R$ 280 mil em gastos com impulsionamento.
8. Bruno Lima – O candidato a uma das vagas paulistas para a Câmara dos Deputados investiu R$ 226 mil em conteúdos alavancados.
9. Mercado de serviços eleitorais – Ao todo, o mercado de serviços das eleições de 2026 já movimentou R$ 235.5 milhões em duas semanas, e outros 946 candidatos também já contrataram impulsionamento nas redes controladas pela Meta.
Esses números mostram padrões estratégicos: a predominância de impulsionamento em redes sociais aparece como a principal forma de investimento imediato, enquanto produtoras e processadoras de pagamento abastecem a logística e a divulgação das campanhas. Para campanhas e equipes de comunicação, os dados reforçam a necessidade de planejar verba e segmentação com objetividade, equilibrando investimento em produção e em alcance pago nas plataformas digitais.
Manter o acompanhamento periódico desses valores permite ajustar prioridades de mídia e mensurar eficiência por plataforma e por peça, cenário que tende a influenciar decisões de planejamento de campanha ao longo das próximas semanas.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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