Levantamento com fundos públicos, family offices e empresas aponta que, mesmo após queda de ~50% iniciada em out/2025, a maioria manteve alocações e várias reforçaram posições em Bitcoin. Entrevistas ocorreram entre março e abril.
Dados de um relatório institucional concluíram que, durante uma queda de mercado de aproximadamente 50%, as instituições que possuíam cripto mantiveram suas alocações, e várias chegaram a aumentar exposições. As entrevistas foram realizadas no fim de março e em abril, em meio a uma queda iniciada em outubro de 2025, e abrangeram fundos patrimoniais de universidades, fundações, fundos de pensão públicos, fundos soberanos, family offices, consultorias de investimento e empresas de capital aberto.
O levantamento recolheu também cotações de ativos no momento da publicação: TRX US$0,3394 (+6,80%), LINK US$12,21 (+1,02%), ZEC US$1.485,97 (+4,24%), ADA US$0,2356 (+8,24%), XRP US$1,47 (+6,14%), ETH US$2.645,40 (+6,57%), BTC US$83.433,70 (+2,93%), XMR US$543,01 (+2,58%), BNB US$769,18 (+3,17%), XLM US$0,1988 (+1,87%), SOL US$113,25 (+7,29%), HYPE US$90,74 (+3,18%).
Das 15 instituições entrevistadas, nenhuma reduziu suas alocações em cripto como reação à queda de preços; algumas, ao contrário, compraram mais. Para praticamente todos os entrevistados com exposição a criptomoedas, o Bitcoin era o primeiro ativo cripto, o maior em posição e o mantido por mais tempo. Muitas instituições tratavam o BTC como reserva de valor, frequentemente ao lado do ouro.
Ether e Solana apareciam como posições menores e com horizontes de investimento mais curtos. Várias instituições estabeleceram condições de saída específicas para esses tokens: venderiam caso houvesse uma reversão regulatória, uma crise de credibilidade no setor ou o colapso da tese de investimento. Algumas indicaram que poderiam deixar posições em ETH ou SOL se o crescimento do uso das redes — em áreas como stablecoins, finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização — não se traduzisse em valor acumulado pelos próprios ativos.
As alocações em cripto entre os entrevistados variaram entre 0,5% e 13% dos ativos investíveis, com a maioria concentrada entre 1% e 2%. Quase todas as instituições já usavam ou planejavam usar ETFs de cripto à vista, e algumas migravam de posições privadas ou de custódia direta para ETFs.
Um relatório de dados do formulário 13F, publicado em junho, constatou que a exposição declarada de investidores profissionais a ETFs de Bitcoin à vista dos EUA caiu 17% no primeiro trimestre. Hedge funds e corretoras responderam por aproximadamente 96% dessa redução, enquanto os bancos aumentaram sua exposição.
Para gestores e investidores, o estudo reforçou lições práticas: manter um núcleo em ativos de maior convicção (como o Bitcoin, no caso das instituições analisadas), definir condições claras de saída para posições mais táticas e considerar a migração para veículos líquidos como ETFs quando for coerente com governança e necessidades de custódia.
Fonte: Cointelegraph Brasil
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






