Em encontro com lideranças na Ilha do Itanhangá, Flávio Bolsonaro afirmou que sua campanha sofre 'boataria' do PT e negou planos de acabar com o Bolsa Família. Diz que suas ações vão ampliar a mobilidade social.
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), disse nesta sexta-feira (9) que sua campanha estava sendo alvo de “boataria” por parte do PT e enfatizou defesa de políticas sociais durante encontro com lideranças políticas em um clube na Ilha do Itanhangá, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.
Ao falar com a imprensa após o encontro, ele afirmou que circulavam “discursos mentirosos” sobre o Bolsa Família e suas propostas sociais, e buscou esclarecer o seu posicionamento perante eleitores e dirigentes presentes.
“Não existe isso de acabar com o Bolsa Família. Eu vou garantir o Bolsa Família para quem precisa. Vou garantir que o Estado chegue até você com capacitação e com qualificação. Vou fazer o maior programa de mobilidade social que este Brasil já viu”
No discurso, Flávio enfatizou que seu objetivo era “tirar o pobre da pobreza” e sustentou que pretende permitir que essas pessoas avancem de condição econômica por meio de trabalho, formação e acesso a crédito. A proposta apresentada apontou para um conjunto de ações voltadas a qualificação profissional e ao estímulo ao empreendedorismo nas periferias.
“Vamos dar uma atenção especial para as mulheres empreendedoras. A Caixa Econômica Federal vai ser o Banco da Prosperidade, vai ser o Itaú da favela, vai ser o Bradesco da periferia”
Ele também fez críticas ao governo atual, dizendo que este estaria “injetando” grandes volumes de recursos na economia com finalidade eleitoral, e associou essa prática a efeitos sobre preços e poder de compra.
“O atual governo está fazendo isso: está injetando mais R$ 350 bilhões na economia só para tentar se reeleger. A consequência disso é inflação, comida mais cara e um salário que não dura até o dia 20”
Sobre segurança pública e a relação com o estado do Rio de Janeiro, Flávio ressaltou que, se eleito, atuaria de forma alinhada com o futuro governador do Rio, Douglas Ruas (PL), no combate a organizações criminosas e defendeu a ideia de “declarar guerra” aos narcotraficantes. Ele elogiou a votação de Ruas e comentou o processo eleitoral estadual.
“Douglas Ruas ganhou no voto por mostrar as melhores propostas, apesar de tentarem mudar as coisas no tapetão.”
Em âmbito eleitoral, o texto trazia que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) deve recalcular os porcentuais dos candidatos ao governo do Rio neste sábado (10), após a exclusão dos votos da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve por unanimidade a rejeição do registro da candidatura, que recebeu 274.411 votos. Com a nova totalização do resultado, Ruas alcança mais de 50% dos votos válidos e será oficializado como governador eleito do Rio de Janeiro.
O tom das declarações combinou posicionamento eleitoral, propostas sociais e críticas ao atual governo, sempre reafirmando compromissos com programas de transferência de renda e com iniciativas de formação e inclusão produtiva.


Fonte: InfoMoney – Mercado
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






