Depois de uma segunda-feira histórica, o mercado brasileiro tenta encontrar o equilíbrio nesta terça-feira (27). O Ibovespa abriu em leve alta: às 10h10, subia 0,32%, aos 177.141 pontos.
O que aconteceu na segunda-feira
Na segunda-feira (26), primeiro dia útil depois do segundo turno, o Ibovespa fechou em queda de 13,88%. Foi a maior queda em um único dia desde março de 2020, no começo da pandemia. Logo na abertura, a B3 precisou acionar o circuit breaker, uma pausa automática nas negociações que acontece quando a bolsa cai 10%.
O real também perdeu mais de 11% de valor frente ao dólar.
O movimento veio depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a Reuters, boa parte dos investidores tinha apostado em outro resultado, e isso tornou o ajuste nos preços mais forte.
Bancos estrangeiros mudam a recomendação
Na manhã desta terça, dois bancos internacionais reduziram a recomendação para o Brasil:
- Citi: deixou de recomendar a compra de ações brasileiras e encerrou a aposta no real. “Dado o resultado da eleição, encerramos nossa exposição ao risco no Brasil”, informou o banco.
- BCA Research: passou a recomendar menos peso em ações e títulos brasileiros nas carteiras. A casa citou preocupações com as contas públicas, o crescimento e a inflação.
O que diz o governo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a queda de segunda “não é de fundamento”. Para ele, a queda reflete investidores desfazendo apostas que tinham feito no resultado da eleição. Durigan também disse que o governo precisa dar uma “sinalização propositiva ao mercado” e que tem “várias medidas já sendo estudadas e prontas” para o ajuste das contas públicas. Ele não detalhou as medidas.
Segundo o ministro, o Tesouro Nacional pode voltar a agir no mercado de títulos públicos se for necessário, em coordenação com o Banco Central. Nesta terça, os juros futuros também recuavam depois da forte alta de ontem.
O que o investidor deve fazer?
Em momentos de muita volatilidade, decisões no impulso costumam custar caro. Quedas bruscas depois de eventos como eleições podem ser seguidas de ajustes nos dias seguintes, para cima ou para baixo. Antes de comprar ou vender, avalie seu perfil, seus objetivos e mantenha a carteira diversificada.
Com informações do Investing.com e da Reuters
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