A Liquid Network restabeleceu totalmente suas reservas de Bitcoin, dois meses após o ataque que retirou a maior parte dos fundos da federação. A Liquid Federation informou que o lastro de 1:1 em BTC para todos os tokens LBTC foi reestabelecido, garantindo que cada LBTC volte a representar a mesma quantidade de Bitcoin em reserva.
Segundo a federação, a conquista sucede a restauração das trocas entre BTC e LBTC na proporção de 1:1 por meio de provedores participantes, medida que havia sido implementada algumas semanas antes e que permitiu recompor a normalidade das operações entre as moedas representadas e o ativo nativo.
Update from the Liquid Federation:The Liquid Federation is pleased to announce that the network’s bitcoin reserves have been fully restored, reestablishing 1:1 BTC backing for all LBTC.This follows the restoration of BTC<>LBTC swaps several weeks ago, which have since allowed…
Adam Back, CEO da Blockstream, publicou uma captura de tela do painel de monitoramento da rede mostrando ativos correspondendo aos passivos em 100%, com um déficit de reserva de 0,00 BTC. A federação também informou que usuários que executam seus próprios nós da Liquid podem verificar as reservas da federação diretamente.
A federação não detalhou como o déficit gerado pelo ataque foi coberto, mantendo essa informação sem especificação pública até o momento. A organização declarou, no entanto, que adotou medidas técnicas e de governança para reduzir riscos futuros e que realizará divulgações adicionais nas próximas semanas.
A Liquid foi lançada em 2018 como uma sidechain do Bitcoin — um blockchain separado que opera paralelamente e foi projetado para facilitar transferências mais rápidas e com foco em privacidade. O funcionamento envolve o bloqueio de BTC em carteira controlada pela federação, formada por exchanges e empresas do ecossistema, em troca da emissão equivalente de LBTC.
Ao responder sobre defesas implementadas para evitar reincidências, Adam Back listou mudanças que foram aplicadas à infraestrutura da rede: chaves de autorização de bloqueio atualizadas e agora armazenadas em carteiras de hardware frias; caches de validação de provas desativados juntamente com correção de bug para nós; e regras de consenso reforçadas para “falharem fechadas”. A rede também passou por auditorias de terceiros, segundo ele.
E a lição: trate com suspeita (não confie, verifique) as correções sugeridas por IA
A IA, claro, é uma ferramenta para ajudar a desenvolver e proteger o código, mas também pode ser usada para encontrar defeitos
O ataque ocorrido em 6 de setembro resultou na retirada de cerca de 4.000 BTC (avaliados então em aproximadamente US$ 320 milhões) da carteira da federação. No dia seguinte, foram devolvidos 3.400 BTC (cerca de US$ 269 milhões), enquanto aproximadamente 598 BTC permaneceram retidos. A Blockstream declarou que se recusou a pagar por eventuais resgates e ressaltou que a apropriação de bens sem autorização constitui crime.
Apropriar-se de bens sem autorização e reter seu retorno é crime, não divulgação responsável. Não é uma atividade ética. É roubo.
Para usuários e profissionais do setor, a restauração das reservas e as medidas anunciadas representam um ponto de inflexão operacional: recoordenar práticas de verificação, reforçar a vigilância em ambientes com assistência de IA e acompanhar as próximas atualizações de governança e auditoria anunciadas pela federação.
Fonte: Portal do Bitcoin
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






