O Bitcoin iniciou a semana em queda, pressionado pelos temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. A criptomoeda caiu 1,3% nesta segunda-feira (23), sendo negociada a US$ 101.501 por volta das 5h35 (horário de Brasília), após ter tocado a mínima de US$ 99.000 no domingo. O movimento rompeu a faixa de estabilidade entre US$ 103.000 e US$ 108.000, que vinha sendo mantida ao longo de junho, embora o suporte dos US$ 100.000 ainda tenha resistido.
A aversão ao risco aumentou após os EUA atacarem três instalações nucleares iranianas no fim de semana. O presidente Donald Trump declarou que os locais foram “completamente destruídos”, mas as informações não foram verificadas independentemente. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou que não houve aumento nos níveis de radiação.
O Irã condenou os ataques e prometeu retaliação. Há especulações de que o país possa fechar o Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo entre Ásia e Europa. Isso fez os preços do petróleo dispararem, alimentando temores de inflação energética e, consequentemente, de juros elevados por mais tempo.
Esse cenário de incerteza impulsionou a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, e pressionou os mercados de criptomoedas como um todo. O Ethereum caiu 1,9%, para US$ 2.247,59, enquanto o XRP recuou 2,5%, a US$ 2,03. Cardano, Solana, Dogecoin e o token $TRUMP também registraram perdas superiores a 1%.
Além do conflito geopolítico, o mercado segue atento aos próximos sinais do Federal Reserve. O presidente do Fed, Jerome Powell, irá depor no Congresso a partir de terça-feira (25), e investidores esperam pistas sobre os rumos da política monetária dos EUA.
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