Uma declaração antiga do empresário Henk Rogers, responsável por levar “Tetris” aos consoles, voltou a circular e reacendeu o debate sobre a saída de Gunpei Yokoi da Nintendo. Em entrevista concedida há mais de dez anos para o livro “The Untold History of Japanese Game Developers”, Rogers disse acreditar que o criador do Game Boy foi “obrigado a sair” da empresa após o fracasso comercial do Virtual Boy.
Releitura de entrevistas
O jornalista John Szczepaniak, autor da obra, republicou trechos da conversa nas redes sociais depois de a Nintendo anunciar que o Virtual Boy será relançado em versão remodelada para o serviço Nintendo Switch Online. Segundo ele, dois jogos de Tetris chegaram a ser lançados no aparelho em 1995, ano em que o console encalhou nas prateleiras.
No depoimento, Rogers elogia a trajetória de Yokoi — que trabalhou em “Donkey Kong”, “Metroid” e “Kid Icarus” — e critica a forma como a empresa teria lidado com o insucesso do Virtual Boy. “Aquele cara construiu o negócio de games da Nintendo… e teve de sair por causa do Virtual Boy. Ele não foi o único responsável pelo produto, mas é assim que a Nintendo é; alguém precisa assumir a culpa”, afirmou.
Versões conflitantes
Desde 1997, pouco depois da morte de Yokoi em um acidente de carro, a Nintendo sustenta que a decisão de deixar a companhia não teve relação com o Virtual Boy. Documentos e relatos da época indicam que o designer planejava se aposentar aos 50 anos — ele saiu oficialmente em 15 de agosto de 1996, aos 55.
Imagem: Internet
Após a saída, Yokoi fundou seu próprio estúdio e liderou o desenvolvimento do handheld WonderSwan, lançado posteriormente pela Bandai apenas no Japão. A controvérsia, contudo, permanece sem consenso entre ex-colegas e historiadores da indústria.
Com informações de TheGamer
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