AEB cria política com princípios, diretrizes e instrumentos para programas de longo prazo que integram pesquisa, mercado e parcerias. Objetivo: ampliar competitividade e autonomia tecnológica do Brasil.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) passa a contar, a partir de hoje (2), com uma nova política de inovação voltada ao fortalecimento do setor espacial nacional. A medida prevê princípios, diretrizes, objetivos e instrumentos para orientar programas e ações de longo prazo destinados a estimular o desenvolvimento tecnológico em áreas estratégicas.
O objetivo é aumentar a competitividade da economia brasileira e ampliar a autonomia do país em áreas estratégicas do setor espacial. A política será implementada com foco em eixos claros e em mecanismos que articulam pesquisa, mercado e parcerias.
Atuação
- Formação e qualificação de recursos humanos – ações para preparar profissionais para a cadeia espacial.
- Alinhamento de programas de inovação e estímulo a investimentos privados – promoção da sinergia entre políticas públicas e capital privado.
- Fortalecimento da base de conhecimento tecnológico – ampliação de pesquisa aplicada e infraestrutura científica.
- Proteção da propriedade intelectual – medidas para garantir direitos sobre criações tecnológicas.
- Disseminação da cultura de inovação e empreendedorismo – iniciativas para fomentar startups e spin-offs.
- Desenvolvimento de mercados para produtos e serviços espaciais brasileiros – apoio à inserção comercial de soluções nacionais.
- Incremento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae) – fortalecimento institucional e integração de atores públicos e privados.
Apoio
- Instrumentos financeiros – a portaria prevê que a AEB poderá apoiar financeiramente projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação por meio de subvenção econômica, financiamento e incentivos fiscais.
- Encomendas tecnológicas e bolsas – uso de encomendas e concessão de bolsas para projetos estratégicos.
- Parcerias e convênios – poderão ser firmados acordos com instituições públicas e privadas, incluindo convênios com transferência de recursos para execução de projetos.
- Contratação direta para risco tecnológico – contratação de instituições científicas, organizações sem fins lucrativos ou empresas para projetos com risco tecnológico e desafios específicos do setor.
Cooperação internacional
- Ampliação de atuação internacional – a política autoriza a AEB a celebrar acordos, convênios e contratos com entidades estrangeiras e organismos internacionais.
- Preservação da autonomia – segundo a norma, a cooperação internacional deverá ocorrer sem comprometer a autonomia decisória brasileira e com foco na preservação da soberania tecnológica nacional.
Incentivo a inventores
- Avaliação de viabilidade – o texto cria mecanismos de apoio a inventores independentes que tenham solicitado patente; eles poderão pedir à AEB que avalie a viabilidade tecnológica e comercial de suas criações.
- Transformação em produto e mercado – a agência também poderá oferecer assistência para transformar invenções em produtos ou processos, apoiar a criação de empresas e orientar a transferência de tecnologias para o setor produtivo.
Ao reunir instrumentos financeiros, parcerias e ações voltadas a pessoas e empresas, a nova política busca entregar um caminho prático para transformar pesquisa em produtos e serviços com valor estratégico. Para pesquisadores, empreendedores e instituições, isso significa acesso potencial a recursos, avaliação técnica e oportunidades de cooperação que podem acelerar projetos com risco tecnológico. A estrutura proposta orienta a atuação em curto e longo prazo, mantendo o foco na autonomia e na competitividade do país no setor espacial.
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