A Meta lançou seu assistente de inteligência artificial “Muse”, um agente autônomo que executa tarefas complexas em segundo plano — como reservar viagens e gerenciar agendas —, diferente dos chatbots tradicionais. O lançamento disparou as ações do setor de tecnologia nesta segunda-feira (21).
A Meta (NASDAQ: META) subiu 6,5% no dia, enquanto o Nasdaq 100 avançou 2,15%. Entre as fabricantes de semicondutores, a Arm Holdings (NASDAQ: ARM) saltou 15%, a Intel (NASDAQ: INTC) subiu 13% e a AMD (NASDAQ: AMD) avançou 9%.
Segundo a consultoria Vital Knowledge, o motivo da alta em processadores é que assistentes agênticos como o Muse exigem “rotinas contínuas em segundo plano, loops lógicos e orquestração local de dados”, tornando-os muito mais intensivos em CPU do que a IA generativa tradicional, focada em GPUs.
Dados do SensorTower, citados pelo analista Ken Gawrelski, do Wells Fargo, mostram adoção recorde do aplicativo: 264 mil downloads em um único dia, em 19 de setembro, e 448 mil usuários ativos diários já em 18 de setembro — apenas 10 dias após o lançamento. Para efeito de comparação, o ChatGPT levou cerca de um ano para ultrapassar 200 mil downloads diários e 49 dias para atingir 450 mil usuários ativos diários.
Diante do desempenho, Gawrelski elevou o preço-alvo da Meta de US$ 640 para US$ 796.
A conferência Meta Connect, marcada para a noite desta quarta-feira (23), deve apresentar novas demonstrações do Muse e um possível lançamento do modelo “Watermelon”, além de anúncios sobre wearables e “hearables” com IA integrada.
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