O bitcoin se recuperou nesta terça-feira após atingir mínimas de quase dez meses, mas segue sob pressão abaixo dos US$ 80 mil, em meio às fortes liquidações do fim de semana e às incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos.
A criptomoeda era negociada em alta de 2,8%, a US$ 78.558, às 2h42 (horário de Brasília). Nas 24 horas anteriores, o ativo chegou a cair para US$ 74.635, o menor nível desde o início de abril, após uma onda de ordens de stop-loss e chamadas de margem acelerar as vendas.
O movimento de queda foi impulsionado por liquidações em massa de posições alavancadas, que eliminaram bilhões de dólares do mercado em pouco tempo, segundo dados de empresas de rastreamento de derivativos. A baixa liquidez agravou a volatilidade, permitindo que oscilações relativamente pequenas provocassem vendas em larga escala.
O sentimento dos investidores também segue pressionado pelo cenário macroeconômico. O mercado avalia os impactos da indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, vista como um sinal de política monetária mais restritiva, o que pode manter as condições financeiras apertadas por mais tempo. A incerteza aumentou após o adiamento do relatório de empregos dos EUA de janeiro, devido à paralisação parcial do governo.
Enquanto isso, uma reunião entre representantes do setor cripto, bancos e autoridades na Casa Branca não avançou na definição de regras para rendimentos de stablecoins, evidenciando os entraves regulatórios. Bancos alertam para riscos à estabilidade financeira, enquanto empresas de criptomoedas defendem que a prática é essencial para a competitividade do setor.
No mercado de altcoins, houve recuperação moderada. O Ethereum subiu 4,6%, para US$ 2.325; o XRP avançou 2,1%, para US$ 1,61. Solana ganhou 3,5%, Cardano subiu 5% e Polygon liderou as altas, com avanço superior a 10%. Entre os tokens meme, Dogecoin e $TRUMP registraram alta de cerca de 3,5%.
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