Jogadores de Arc Raiders passaram a comercializar projetos de armas e outros materiais raros fora do jogo, cobrando dinheiro real pelos itens. A prática, observada em anúncios promovidos on-line, replica um fenômeno comum em títulos do gênero “extraction shooter”.
Em Arc Raiders, obter loot de alto valor é o principal objetivo das incursões fora da base Speranza. Os projetos de armas facilitam essa tarefa, pois permitem fabricar equipamentos mais potentes e, consequentemente, conquistar ainda mais recompensas nas rodadas seguintes.
Com a oferta desses projetos em plataformas externas, parte da comunidade argumenta que a essência do jogo é prejudicada: sem a necessidade de buscar loot dentro do ambiente virtual, a atividade se resume a combates contra outros jogadores ou contra os Arcs, robôs inimigos do modo PvE.
O receio dos fãs vai além das vendas ilegais. Patrick Söderlund, CEO da Embark Studios, já declarou que a equipe “pode avaliar” a criação de um sistema oficial de troca ou mercado interno no futuro. Jogadores temem que isso leve Arc Raiders a um cenário semelhante ao de Escape from Tarkov, em que o valor de cada item é definido por seu preço no mercado, esvaziando o sentido da exploração e da coleta de recursos.
Práticas de venda de itens por dinheiro real não são novidade no setor. Títulos populares como Call of Duty, Fortnite e PUBG também enfrentam a comercialização de contas de alto nível, materiais raros e até softwares de trapaça.
Imagem: Internet
Arc Raiders foi lançado em 30 de outubro de 2025, desenvolvido e publicado pela Embark Studios. O jogo utiliza a Unreal Engine 5, tem classificação indicativa “Teen” pela ESRB e apresenta média 87/100 no agregador OpenCritic.
Até o momento, a Embark Studios não comentou publicamente sobre a venda de projetos em sites de terceiros, nem confirmou planos concretos para um mercado interno.
Com informações de TheGamer
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