A maior criptomoeda sobe 3,1% em 24h, cotada a US$80.284, mantendo-se acima de US$80 mil. A recuperação acompanha fim das incertezas nos EUA, alta das bolsas e queda do petróleo; Zcash avança às vésperas da NU7.
O Bitcoin (BTC) opera em alta nesta quinta-feira (5), mantendo-se acima dos US$ 80 mil após a forte recuperação registrada no dia anterior. A maior criptomoeda do mercado chegou a subir mais de 5% e, nesta manhã, apresenta alta de 3,1%, cotada a US$ 80.284 em 24 horas. Em reais, a cotação estava em R$ 439.771.
O movimento de recuperação reflete um conjunto de fatores que reduziram parte das incertezas no mercado: o desfecho das eleições legislativas nos Estados Unidos, recuperação das bolsas americanas e a forte queda nos preços do petróleo. O S&P 500 avançou 1,6% na quarta-feira (4), enquanto o índice do dólar recuava 0,22%, para 101,25 pontos, atingindo o menor patamar em mais de um mês. Esses sinais tendem a favorecer ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Além do Bitcoin, outras criptomoedas registram ganhos: o Ethereum avança 5,1%, a US$ 2.411; o XRP sobe 4%; a Solana tem alta de 4,2%; e a BNB sobe 1,7%.
O principal destaque do dia é o Zcash (ZEC), que chegou a disparar quase 12%, para cerca de US$ 1.318. O volume de negociações do ativo alcançou US$ 1,2 bilhão em 24 horas, em meio às expectativas por uma importante atualização de sua rede — a NU7 — prevista para entrar em vigor nesta sexta-feira (6).
A atualização NU7 prevê reduzir de 75 para 25 segundos o intervalo médio entre blocos da blockchain, acelerando a confirmação das transações realizadas na rede. Na prática, uma corretora que exige hoje três confirmações para creditar um depósito poderia reduzir o tempo de espera de quase quatro minutos para aproximadamente 75 segundos, mantendo o mesmo número de confirmações.
“O Bitcoin se recuperou acompanhando as ações, à medida que o mercado acredita que o conflito com o Irã e os preços elevados do petróleo têm maior probabilidade de chegar ao fim”
Jeff Mei, diretor de operações da corretora BTSE, afirmou que a melhora no humor dos mercados tradicionais está diretamente relacionada à recuperação do Bitcoin.
A recuperação ocorre depois de um início de semana marcado por perdas: na madrugada de quarta-feira (4), o Bitcoin chegou a cair para aproximadamente US$ 75.700 durante a apuração das eleições americanas, mas reverteu o movimento à medida que investidores passaram a avaliar as consequências do resultado eleitoral. Embora o resultado represente uma derrota política para o presidente Donald Trump, o fim das incertezas eleitorais ajudou a melhorar o sentimento dos investidores, que voltaram a comprar ativos de maior risco.
Paralelamente, a queda dos preços do petróleo — o barril do Brent recuou mais de 8% na quarta-feira — pode reduzir pressões inflacionárias e custos das empresas, melhorando as perspectivas para a economia americana. Rendimentos dos títulos do Tesouro americano também caíam, em um movimento que pode favorecer investimentos em ativos mais arriscados.
Há, porém, riscos relevantes. Um documento publicado no fórum da comunidade Zcash alertou que a nova composição do Congresso americano pode aumentar a fiscalização sobre ferramentas de privacidade financeira e seu eventual uso em atividades ilícitas. O texto defende que os recursos de privacidade sejam apresentados aos legisladores como instrumentos legítimos de proteção a consumidores, confidencialidade empresarial e defesa de liberdades civis.
Analistas também apontam que a vitória do Partido Democrata nas duas casas do Congresso poderá dificultar o avanço de projetos de lei considerados importantes para o setor de criptomoedas, como o Clarity Act, e que a aprovação de medidas nesse sentido pode enfrentar obstáculos com a nova maioria prevista para 3 de janeiro de 2027. Jeff Mei avalia ainda que é improvável uma redução dos juros americanos no curto prazo, o que pode limitar a continuidade da recuperação das criptomoedas.
Notícia publicada em 05/11/2026. Hoje é 05/11/2026.
Fonte: Portal do Bitcoin
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