O Bitcoin voltou a superar os US$ 83 mil nesta terça, cotado a US$ 83.427 (+0,1%) após cair abaixo dos US$ 81 mil na madrugada. A alta ocorre com retração em ações de tecnologia e perdas em altcoins.
O Bitcoin voltou a superar os US$ 83 mil nesta terça-feira (13), depois de ter caído abaixo dos US$ 81 mil durante a madrugada. A recuperação ocorreu em um momento de forte pressão para ativos de risco, mostrando uma resistência pontual da criptomoeda diante da queda das ações de tecnologia.
Nesta manhã, o Bitcoin tem leve alta de 0,1%, cotado a US$ 83.427 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 416.992. Entre os principais concorrentes, o Ethereum recuava 1,5% a US$ 2.505; o XRP caía 3,2%; a Solana recuava 4,3%; e a BNB tinha queda de 1,3%.
O desempenho do Bitcoin chama atenção por ocorrer em um ambiente desfavorável para ativos considerados de risco. Normalmente, a criptomoeda apresenta correlação com ações de empresas de tecnologia, especialmente em momentos de preocupação com a economia global. Desta vez, entretanto, o movimento mostrou que o mercado de criptoativos pode, em curto prazo, se descolar das perdas do setor de tecnologia.
O principal foco de tensão nos mercados nesta terça estava nas ações ligadas a semicondutores e inteligência artificial. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a despencar mais de 6% durante o pregão, atingindo o menor nível desde o fim de julho. Empresas como Samsung Electronics e SK Hynix lideraram as perdas, com queda próxima de 8% no início das negociações, ampliando uma sequência de cinco sessões negativas.
As perdas se espalharam por outros mercados asiáticos e afetaram os contratos futuros do Nasdaq, que recuavam cerca de 0,6%, depois de o índice ter encerrado a segunda-feira com queda de 0,78%.
Além das preocupações com tecnologia, o cenário global também era pressionado pela alta do petróleo. O WTI era negociado próximo de US$ 92,67 por barril, enquanto o Brent permanecia na faixa dos US$ 106, após três sessões consecutivas de valorização. Ataques na Arábia Saudita e ameaças à navegação pelo Estreito de Ormuz mantinham os investidores atentos ao risco de novas interrupções na oferta.
A combinação de energia mais cara e risco geopolítico aumenta a preocupação de que a inflação permaneça elevada, o que pode influenciar a decisão do Federal Reserve sobre juros e pressionar ativos mais voláteis.
O mercado segue de olho na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira (14). O dado será acompanhado por oferecer pistas sobre os próximos passos do banco central americano e pode definir os próximos movimentos do Bitcoin.
“Com a aproximação dos dados de inflação dos Estados Unidos, espero que os investidores institucionais se concentrem em adicionar proteção por meio de derivativos e estratégias de hedge, em vez de reduzir significativamente sua exposição.”
Paul Howard, diretor sênior da empresa de negociação de criptoativos Wincent, afirmou que esse comportamento costuma ser comum entre investidores institucionais comprometidos com o mercado no longo prazo. Na prática, isso significa que, mesmo após a recuperação acima dos US$ 83 mil, o Bitcoin deverá permanecer sensível às notícias econômicas e geopolíticas nos próximos dias.
Para investidores, a recomendação prática é manter disciplina: revisar alocação, considerar estratégias de hedge e acompanhar de perto o CPI do dia 14/10, que pode alterar rapidamente o apetite por risco no mercado.
Fonte: Portal do Bitcoin
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