Quinze dias após ficarem presos, dois homens ainda estão desaparecidos em caverna no Laos. Chuvas intensas impedem mergulhos e forçam equipes a buscar nova entrada.
As equipes de resgate no Laos estão redobrando esforços para encontrar dois homens desaparecidos há cerca de 15 dias em uma caverna na província de Xaysomboun. Nesta segunda-feira, 1º de junho, os socorristas reavaliaram suas estratégias e começaram a procurar um novo ponto de entrada, já que as intensas chuvas tornaram o mergulho na caverna impraticável.
Originalmente, um grupo de sete homens ficou preso após uma inundação repentina. Na semana passada, cinco deles foram encontrados com vida a aproximadamente 300 metros da entrada da caverna. Um dos sobreviventes foi resgatado por mergulhadores internacionais na sexta-feira, 29 de maio, enquanto os outros quatro conseguiram sair por conta própria no sábado, 30 de maio, após dias de bombeamento de água e suporte médico.
“A chuva chegou e a caverna inundou. Fomos em busca de comida e pensamos que, se pudéssemos ganhar dinheiro, por que não? É assim que vivemos na aldeia”, relatou um dos sobreviventes, identificado como Laen, em depoimento à mídia estatal.
As condições atuais dentro da caverna são consideradas críticas, e acredita-se que os dois desaparecidos possam ter se aventurado em áreas mais profundas. Mikko Paasi, um mergulhador finlandês com experiência em operações de resgate na Tailândia em 2018, destacou que a instabilidade das passagens fez com que a equipe buscasse “pistas promissoras” acima da montanha que possam levar a câmaras secas.
A operação de busca conta com apoio internacional e o uso de tecnologia avançada. O socorrista tailandês Kengkard Bonggawong mencionou que radares de satélite estão sendo empregados para mapear túneis desconhecidos. “Estamos correndo contra o tempo para bombear a água e instalar linhas de ar para garantir a respiração de possíveis sobreviventes”, afirmou.
Novas frentes de exploração trazem esperança às equipes de resgate. O mergulhador japonês Yoshitaka Isaji descobriu uma fenda na montanha que pode permitir uma descida de 100 metros por corda. Além disso, o socorrista tailandês Manat Artmongkron relatou ter ouvido sons de “batidas” em uma câmara após uma descida de rapel de 70 metros, o que sinaliza a possibilidade de que os desaparecidos ainda estejam vivos.
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






