Em um painel realizado durante o AHK Business Breakfast, promovido pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, destacou a importância de se aliar a governos que prezam pela cultura democrática. Ele enfatizou que parcerias com países confiáveis e previsíveis são essenciais, assim como a necessidade de manter um certo nível de protecionismo econômico.
Wadephul ressaltou que a aproximação entre nações que operam com princípios de legalidade, segurança jurídica e igualdade de direitos fundamentais é uma estratégia indispensável em um contexto mundial marcado por desconfiança crescente. Ele citou a política de impostos do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um exemplo do tipo de desordem que a Alemanha se recusa a aceitar. O chanceler ainda se referiu ao Brasil como um parceiro próximo, afirmando: “Faz parte da nossa família”.
“Temos que contribuir para que a indústria brasileira seja mais competitiva”, afirmou Svenja Ahlburg, porta-voz do Wilo Group.
Ahlburg, que mediou negócios na América Latina, destacou a relevância do Brasil para a indústria alemã, ressaltando que o país é muito mais importante do que muitas vezes é percebido no debate público. Ela também abordou a importância da geração de valor local e da competitividade, ressaltando que acordos comerciais sozinhos não são suficientes sem a inovação e o fortalecimento da capacidade produtiva local.
A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira no ranking mundial, ocupando a quarta posição como principal parceiro comercial do Brasil, com um volume de negócios que ultrapassa US$ 21 bilhões e investimentos diretos acumulados de US$ 44 bilhões, o que a coloca em sétimo lugar na lista de investidores.
No mês de maio, foi assinado o Acordo Mercosul-União Europeia, que visa estabelecer cooperação bilateral em áreas como defesa, inteligência artificial, infraestrutura e sustentabilidade. A Alemanha também é um dos principais financiadores de projetos ambientais, contribuindo com recursos significativos para o Fundo Amazônia, que apoia iniciativas de desmatamento e restauração florestal. O fundo, que já beneficiou milhares de pessoas e comunidades indígenas, é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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