Paris, 2025 – O diretor Guillaume Broche revelou que Clair Obscur: Expedition 33 removeu várias mecânicas durante o desenvolvimento para garantir que todo o jogo possa ser finalizado sem que o jogador sofra qualquer dano.
Em entrevista ao site japonês Denfaminicogamer, acompanhada pelo produtor Hiroyuki Kobayashi, da GPTRACK50, Broche explicou a filosofia de combate do RPG da Sandfall Interactive. Segundo ele, o estúdio buscou uma “estrutura muito japonesa”, oferecendo chefes poderosos logo no início da campanha – prática mais comum em JRPGs do que em RPGs ocidentais.
“Quero que o jogador sinta que pode voltar mais forte e superar um desafio que parecia impossível”, afirmou o diretor. Para sustentar essa proposta, a equipe eliminou qualquer elemento aleatório que pudesse tornar as batalhas injustas. “Na fase de design, nos perguntávamos: ‘É possível derrotar esse chefe sem levar dano?’ Se a resposta fosse não, cortávamos a mecânica”, disse Broche, citando estados negativos, buffs e debuffs que acabaram descartados.
A estratégia rendeu frutos. No The Game Awards 2025, Clair Obscur: Expedition 33 conquistou nove troféus, incluindo Jogo do Ano, e quebrou o recorde de indicações da premiação. Lançado em 24 de abril de 2025, o título recebeu média 92/100 no OpenCritic e 97 % de recomendação dos críticos.
Imagem: Internet
Desenvolvido na Unreal Engine 5, o RPG por turnos é publicado pela Kepler Interactive, classificado para maiores de 17 anos pela ESRB e apresenta visual de fantasia sombria.
Com informações de The Gamer
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