Os mercados acionários globais vêm registrando forte recuperação desde o fim de março, mesmo diante do bloqueio do Estreito de Ormuz e da alta nos preços do petróleo — um cenário que, em tese, pressionaria a economia global.
Segundo análise da Yardeni Research, a reação positiva dos mercados após a queda inicial provocada pelos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã surpreende, especialmente diante dos riscos de estagflação ou até recessão em países mais dependentes de energia.
A explicação, de acordo com a consultoria, está principalmente na resiliência dos lucros corporativos e no avanço da inovação tecnológica. Nas últimas semanas, analistas elevaram as projeções de resultados para empresas fora dos EUA a níveis recordes, refletindo confiança na capacidade de adaptação das economias.
Esse desempenho também tem sido impulsionado por setores ligados à tecnologia, especialmente inteligência artificial, que vêm sustentando margens de lucro mais elevadas. Mercados emergentes lideram esse movimento, com destaque para países como Coreia do Sul e Taiwan, vistos como polos estratégicos nesse segmento.
A Yardeni mantém sua estratégia “Go Global”, que recomenda maior exposição a mercados fora dos Estados Unidos. Segundo a casa, essa abordagem tem superado a estratégia focada apenas no mercado americano, enquanto ainda há espaço para valorização, já que os múltiplos internacionais seguem mais baixos em comparação aos dos EUA.
Mesmo com o petróleo em alta e incertezas geopolíticas, o apetite por risco tem sido sustentado pela combinação de fundamentos corporativos sólidos e expectativas positivas em relação à tecnologia.
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