Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados foi palco de um intenso embate entre os deputados André Fernandes (PL-CE) e Erika Hilton (PSOL-SP). A discussão acalorada ocorreu durante a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), onde os parlamentares debatiam propostas que afetariam o modelo de trabalho no país.
O desentendimento começou quando André Fernandes subiu à tribuna para defender sua proposta de trabalho 4×3, que consistiria em quatro dias de trabalho seguidos por três de folga. Essa ideia fazia parte do texto original apresentado por Erika Hilton. No entanto, o deputado criticou a decisão do governo federal e do PT, alegando que Erika foi “humilhada” durante o processo de votação, uma vez que a base governista optou por apoiar o modelo 5×2.
“O que fez o governo? Humilhou, tratorou”, declarou Fernandes, ressaltando que a mudança de postura da base aliada era uma manobra politiqueira.
Em resposta, Erika Hilton não hesitou em solicitar o direito de resposta, contestando as acusações de Fernandes. Ela afirmou que a escolha do modelo 5×2 era a única alternativa viável no momento e que a obstrução por parte de alguns deputados impediu a votação do 4×3.
“Se hoje nós estamos votando 5×2 é porque eles obstruíram e impediram a votação do 4×3”, defendeu a parlamentar, que não poupou críticas ao colega. “Humilhante é se tornar deputado ensinando na internet a fazer depilação íntima”, disparou, referindo-se a um vídeo antigo de Fernandes.
O clima tenso no plenário refletiu a polarização política que caracteriza o atual cenário brasileiro. A troca de farpas entre os dois deputados evidencia a importância das propostas em discussão e como elas podem impactar a vida dos cidadãos. O debate acalorado também ilustra a necessidade de diálogo e respeito entre os representantes do povo, mesmo em meio a divergências ideológicas.
Esse episódio faz parte de um contexto mais amplo, onde a discussão sobre as escalas de trabalho e os direitos dos trabalhadores se torna cada vez mais relevante. À medida que os parlamentares se deparam com essas questões, a forma como se comunicam e debatem se torna vital para a construção de soluções que atendam às necessidades da população.
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