Na última terça-feira, 28 de maio de 2026, um informante que havia relatado à Polícia Federal (PF) sobre supostas conexões entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, optou por não comparecer ao depoimento convocado pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Esse convite da CGU surgiu em meio a uma investigação aberta a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), que busca apurar a possível influência que o Careca do INSS exerce sobre servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde.
“Minha vida virou um inferno”
O informante alegou sua desistência com base na sensação de desproteção. Em uma entrevista concedida em fevereiro, ele expressou que a colaboração com as investigações ligadas à Operação Sem Desconto trouxe consequências negativas para sua vida. Ele afirmou que se sente desamparado pelas autoridades, especialmente pela Polícia Federal.
Durante seus relatos à PF, o informante mencionou que Lulinha receberia uma suposta mesada de R$ 300 mil, detalhando que ele e o Careca do INSS estavam envolvidos na defesa de interesses do mercado de cannabis medicinal.
Além disso, as investigações revelaram que a empresária Roberta Luchsinger, que é próxima de Lulinha, teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil do lobista. Em uma das transferências, Antonio Camilo teria mencionado que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz”, uma referência que as investigações interpretaram como uma possível alusão a Lulinha.
Antonio Camilo é proprietário da empresa World Cannabis e, em setembro do ano passado, foi relatado que ele teve ao menos cinco encontros no Ministério da Saúde, frequentemente acompanhado por Roberta Luchsinger. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam esclarecer os laços e as movimentações financeiras nesse complexo cenário.

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