Após dedicar 120 horas à versão de PC de Crimson Desert, o jornalista Vinícius Munhoz publicou uma análise detalhada do RPG de ação da Pearl Abyss, destacando avanços técnicos dignos de “nova geração”, mas também falhas que podem afastar parte do público. O jogo chega em 19 de março de 2026 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.
Volume de conteúdo
De acordo com o autor, o mapa de Pywell apresenta densidade comparável a Red Dead Redemption 2 e The Legend of Zelda: Breath of the Wild. São 667 missões secundárias registradas, além de atividades como captura de bandidos, mineração, puzzles no “Abismo” (ilhas celestes), gerenciamento de acampamento e minijogos — de pôquer a corridas de carroça. Mesmo após mais de 100 horas, novidades continuam a surgir, incluindo sete feras lendárias e múltiplas montarias, entre elas dragões e mechas.
Narrativa considerada fraca
A campanha principal se passa em 12 capítulos e acompanha Kliff, membro dos Jubas Cinzentas, em busca dos companheiros dispersos após um conflito com o clã Ursos Negros. O enredo, porém, foi classificado como “bem fraquinho”, com lacunas entre missões, personagens descartados sem explicação e regras do universo quebradas.
Jogabilidade detalhista
Crimson Desert não utiliza progressão por nível; o avanço depende da exploração de sistemas, da coleta de equipamentos e do uso da “Força Axiom”, recurso semelhante à Ultrahand de Zelda para resolver quebra-cabeças e auxiliar em combate. A física realista influencia movimentos, clima, destruição de cenários e interação com praticamente todas as casas e NPCs.
Combate profundado
O sistema de luta, acessível no básico, permite aprofundamento com parries, esquivas perfeitas, agarres variados, golpes elementais e gemas que adicionam habilidades às armas. Chefes exigem estudo de padrões, e o jogador pode alternar entre três personagens com árvores de habilidades distintas.
Problemas citados
Entre os principais pontos negativos estão:
Imagem: Pearl Ass
- História pouco envolvente;
- Sistemas complexos sem tutoriais claros, como o uso de lampião para revelar pontos de viagem e a leitura obrigatória de livros para liberar construções;
- Inventário limitado, ausência de baú para armazenamento e falta de rastreador de itens;
- Puzzles que exigem precisão milimétrica e podem travar se objetos caírem no abismo;
- Tradução PT-BR com termos inconsistentes, caso de “Jubas Cinzentas” e “Jubapratas”.
O revisor relatou cerca de 20 bugs, incluindo travamentos ao redistribuir pontos de habilidade e falhas ocasionais de progressão, mas não enfrentou problemas graves na campanha principal. A desenvolvedora promete correções no patch de lançamento.
Desempenho e gráficos
O teste foi feito em um PC equipado com GeForce RTX 5090. Em 1440p, configurações no ultra e ray tracing ativado, o jogo manteve média de 110 a 120 fps sem usar DLSS. Com DLSS 4.5 e frame generation x2, a taxa ultrapassou 200 fps. Efeitos climáticos, folhagem densa e iluminação noturna foram elogiados, embora haja pop-in perceptível.
Veredito do autor
Munhoz atribuiu nota 9,5/10 ao título. Para ele, Crimson Desert representa uma das experiências mais ambiciosas da geração, graças ao mundo aberto repleto de atividades e ao combate refinado. Entretanto, a trama fraca, pequenas falhas de usabilidade e bugs pontuais podem dividir a recepção.
Com informações de Flow Games
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