No mês de maio de 2026, o setor público consolidado, que abrange a União, estados, municípios e empresas estatais, registrou um déficit primário de R$ 56,1 bilhões. Este valor representa um aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 33,7 bilhões. Essa informação foi divulgada pelo Banco Central em seu relatório de Estatísticas Fiscais.
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses até maio, o déficit primário alcançou R$ 149 bilhões, o que equivale a 1,14% do PIB. Este resultado é 0,16 ponto percentual superior ao acumulado até abril. As informações financeiras são cruciais para entender a saúde econômica do país e, neste contexto, é importante acompanhar as tendências e os desafios que se apresentam.
O Governo Central, que é composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, apresentou um déficit de R$ 55,2 bilhões. Além disso, os governos regionais enfrentaram um déficit de R$ 1,2 bilhão. Em contrapartida, as empresas estatais conseguiram um superávit de R$ 0,3 bilhão, demonstrando que, apesar das dificuldades, algumas áreas ainda apresentam resultados positivos.
Os gastos do setor público com juros nominais em maio totalizaram R$ 107,5 bilhões, um aumento considerável em comparação aos R$ 92,1 bilhões registrados em maio de 2025. Esse aumento pode ser atribuído à elevação do estoque do endividamento líquido durante o período. Ao longo dos 12 meses até maio, os juros nominais atingiram R$ 1.111 bilhões, representando 8,48% do PIB, em comparação aos R$ 946,1 bilhões, que correspondem a 7,74% do PIB do ano anterior.
“Contribuiu para essa evolução o aumento no estoque do endividamento líquido no período”, informou o Banco Central.
Com esses resultados, o setor público consolidado apresentou um resultado nominal deficitário de R$ 163,7 bilhões em maio. Em termos acumulados, o déficit nominal chegou a R$ 1.260 bilhões, correspondendo a 9,62% do PIB, mantendo-se estável em relação ao mês anterior.
A Dívida Líquida do Setor Público atingiu R$ 8,9 trilhões, o que equivale a 67,9% do PIB, aumentando em 0,7 ponto percentual no mês. Este resultado reflete, principalmente, os impactos dos juros nominais apropriados, do déficit primário, da desvalorização cambial e da variação do PIB nominal.
Em relação à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), o valor subiu para R$ 10,6 trilhões, representando 81,1% do PIB. Esse aumento é atribuído, em grande parte, aos juros nominais apropriados, às emissões líquidas de dívida e aos efeitos da desvalorização cambial.

