A retomada das vendas do chip de IA H20 da Nvidia para a China dificilmente mudará a política de inteligência artificial de Pequim no longo prazo, avalia a Macquarie.
Para a consultoria, o H20 é apenas uma solução temporária para atender à demanda de inferência em IA, enquanto o país mantém o foco em criar um ecossistema de IA autossuficiente. Apesar de ver o movimento como um marco nas negociações EUA-China, a Macquarie aponta resistência de reguladores chineses ao chip e críticas de políticos americanos, que acusam o governo Trump de priorizar ganhos econômicos sobre a segurança nacional.
As estratégias seguem opostas:
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EUA: foco interno, infraestrutura doméstica e exportação de soluções completas.
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China: cooperação multilateral e desenvolvimento de código aberto para apoiar mercados emergentes.
Mesmo com acesso ao H20, a China deve manter altos investimentos em semicondutores avançados. O P/L futuro do MSCI China Semiconductors está em 65x, mais que o dobro do índice SOX, distorcido por empresas solares sem relação com IA.
A Macquarie vê maior potencial em componentes ópticos (Innolight) e design de chips (Cambricon) do que na fabricação tradicional. Entre apostas amplas, destaca proxies de data centers, como a Alibaba, pelo bom equilíbrio entre risco e retorno.
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