TSE aponta 158,7 milhões aptos a votar em 2026, alta de 1,4% (2,3 milhões) sobre 2022. Eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados em 5.571 municípios.
Nas Eleições 2026, 158,7 milhões de pessoas estarão aptas a votar no Brasil e no exterior, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse eleitorado representará um crescimento de 1,4% em relação a 2022, quando o universo de eleitores era de 156,4 milhões — um acréscimo de 2,3 milhões em quatro anos. Os eleitores vão escolher presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, em votação realizada em 5.571 municípios brasileiros.
O aumento do eleitorado traz desafios e oportunidades para quem vai votar e para os gestores eleitorais. Entender a distribuição por gênero, idade, escolaridade e região ajuda a planejar mobilização, logística das seções e atendimento a necessidades específicas no dia da votação.
Mulheres formarão a maior parcela do eleitorado: serão 83,8 milhões de eleitoras, o equivalente a 52,81% do total, enquanto os homens somarão 74,8 milhões. A concentração geográfica também será marcante: o Sudeste reunirá 42% dos eleitores, seguido pelo Nordeste com 27,58%, Sul 14,48%, Norte 8,31% e Centro-Oeste 7,6%.
Entre os estados, São Paulo se destacará como o maior colégio eleitoral estadual, com 34 milhões de pessoas aptas a votar, o que corresponderá a 21,61% do eleitorado nacional. Minas Gerais terá 16,3 milhões e o Rio de Janeiro 12,8 milhões; juntos, esses três estados concentrarão quase 40% dos eleitores brasileiros.
No recorte por capitais, a cidade de São Paulo contará com 9,1 milhões de eleitores, seguida pelo Rio de Janeiro com 4,9 milhões; Brasília com 2,2 milhões; Belo Horizonte com 1,96 milhão; e Salvador com 1,95 milhão.
O perfil etário mostrará que a faixa de 40 a 44 anos será a mais numerosa, com quase 16 milhões de pessoas. Em seguida estarão os grupos de 45 a 49 anos, com 15,27 milhões, e de 35 a 39 anos, com 15,26 milhões.
Quanto à escolaridade, o maior contingente será de eleitores com ensino médio completo, totalizando 44,2 milhões. Virão depois pessoas com ensino fundamental incompleto (33,6 milhões), ensino médio incompleto (28,8 milhões) e ensino superior completo (18 milhões).
Cadastro e infraestrutura
- 141.301.540 eleitores terão identificação biométrica cadastrada, o equivalente a 89,01% do eleitorado — contra 75,51% em 2022, embora cerca de 17,4 milhões ainda permaneçam sem o registro.
- 38.472 pessoas terão optado pelo uso do nome social.
- 1,97 milhão de eleitores terão declarado deficiência ou mobilidade reduzida.
- 517.206 seções eleitorais serão utilizadas na votação.
- 2.641 zonas eleitorais irão organizar essas seções.
Nem todo eleitor será obrigado a votar: o voto será facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos. Em 2026, 1,6 milhão de jovens de 16 e 17 anos poderão participar da eleição. Entre os eleitores com mais de 70 anos, o total chegará a quase 17 milhões — grupo que terá crescido 15,75% desde 2022 e representará mais de um em cada dez eleitores aptos a votar.
No exterior, 918.876 brasileiras e brasileiros estarão aptos a votar em 2026, distribuídos por 186 cidades. Esse grupo votará exclusivamente para presidente e vice-presidente da República, em seções eleitorais instaladas em locais definidos pela Justiça Eleitoral, como embaixadas e consulados. Pessoas que estiverem no exterior mas mantiverem domicílio eleitoral em uma zona no Brasil não poderão votar nas seções instaladas fora do país e, caso estejam no exterior no dia da eleição, deverão justificar a ausência.
Para eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, serão disponibilizadas seções com acessibilidade e atendimento compatível com as condições registradas no cadastro, buscando garantir participação plena e segura nas Eleições 2026.


Fonte: Olhar Digital
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