Os Estados Unidos lançaram ataques direcionados ao sul do Irã na madrugada do dia 8 de julho, no horário de Teerã, como resposta a uma série de ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz. Autoridades norte-americanas relataram que três embarcações foram atingidas entre os dias 6 e 7 de julho, em águas próximas a Omã.
O Comando Central dos EUA declarou que a ofensiva tem como objetivo impor “custos pesados” ao Irã devido aos ataques contra embarcações tripuladas por civis. O órgão descreveu as ações atribuídas a Teerã como “injustificadas, perigosas e uma clara violação do cessar-fogo”.
“As ações do Irã não podem ser toleradas”, afirmou um representante do Comando Central.
Antes da resposta militar dos EUA, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que um navio-tanque foi atingido por um drone enquanto navegava por Ormuz. Embora a embarcação tenha sofrido danos leves, não houve feridos nem vazamento de carga, e o navio conseguiu seguir viagem para o próximo porto.
A agência Reuters também noticiou que um petroleiro com bandeira da Arábia Saudita foi danificado na terça-feira, 7 de julho, perto de Ormuz. Este incidente aconteceu após um ataque a um navio de gás natural liquefeito do Catar na segunda-feira, 6 de julho.
Após os ataques, o UKMTO elevou o nível de ameaça no Estreito de Ormuz para “severo”. O órgão alertou que há um risco crescente de novas ações hostis contra navios e recomendou “extrema vigilância” às embarcações que transitam pela área.
Em adição à resposta militar, os EUA decidiram revogar as flexibilizações em sanções ao petróleo iraniano, que haviam sido concedidas durante as negociações entre os dois países. Um membro do governo Trump declarou à emissora Fox News que o Irã só receberá benefícios se demonstrar “boa conduta”. Ele também enfatizou que os negociadores dos EUA continuam seus esforços em busca de um acordo final.


