Representantes dos setores produtivos do Brasil e dos Estados Unidos participaram, nesta segunda-feira, 6, da audiência pública que discute a proposta de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O encontro ocorre em Washington e antecede a decisão final do governo dos Estados Unidos, prevista para 15 de julho.
O setor privado brasileiro considera a audiência a principal oportunidade para tentar reverter ou reduzir a sobretaxa antes da definição da Casa Branca. A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos organiza a audiência em 14 painéis. Metade das apresentações ocorreu nesta segunda-feira, enquanto os demais debates estão marcados para esta terça-feira, 7.
Entre os representantes brasileiros que se inscreveram para falar estão Andressa Silva, da Associação Brasileira da Indústria do Arroz, Marcel Schunn Junqueira, da Sociedade Rural Brasileira, Fernanda Carneiro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, e Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Cada participante terá cinco minutos para defender o setor que representa. Na sequência, integrantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) poderão fazer perguntas aos expositores.
A proposta de tarifa surgiu de uma investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da legislação norte-americana. O relatório menciona, entre outros pontos, o Pix, acordos comerciais, etanol, desmatamento, corrupção e pirataria.
O governo brasileiro não enviou representantes para participar da audiência. Integrantes da embaixada do Brasil nos Estados Unidos acompanham os debates como observadores, enquanto o Palácio do Planalto mantém contato com o USTR por meio de reuniões.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falará na terça-feira, 7, quando abrirá o segundo dia de apresentações. Segundo o parlamentar, ele defenderá a suspensão da tarifa e pedirá uma solução negociada para as questões levantadas na investigação. Flávio também afirma que a adoção da medida representaria uma vitória política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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