As ações da Nike caem cerca de 4% nesta sessão, negociadas na faixa dos US$ 42, em reação ao balanço do quarto trimestre fiscal e às perspectivas cautelosas apresentadas pela companhia.
Apesar de resultados acima das expectativas em alguns indicadores, a empresa alertou que não espera uma melhora significativa do ambiente de consumo nos próximos seis meses. O diretor financeiro, Matt Friend, destacou que a cautela dos consumidores continua pressionando os negócios.
Os investidores também repercutem o fato de que parte do lucro foi impulsionada por um ganho extraordinário de US$ 986 milhões relacionado à recuperação de tarifas. Sem esse efeito, o desempenho da Nike foi mais modesto.
Além disso, as vendas na Grande China recuaram 12%, para US$ 1,3 bilhão, enquanto a companhia projeta queda na receita do primeiro trimestre fiscal. Após a divulgação do balanço, bancos como UBS, Jefferies, Bernstein, Guggenheim, Stifel, Piper Sandler e Berenberg reduziram seus preços-alvo para as ações.
O movimento acontece mesmo com o S&P 500 e o Nasdaq operando em alta, indicando que a pressão sobre os papéis da Nike está ligada aos desafios específicos enfrentados pela empresa e às dúvidas do mercado sobre o ritmo de sua recuperação.
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