Menos de um mês após o lançamento de Highguard, a Wildlight Entertainment iniciou um processo de demissões que afetou parte da equipe responsável pelo jogo de tiro gratuito e com serviço contínuo. Um dos desligados, o artista técnico e rigger Josh Sobel, publicou nas redes sociais um relato detalhado sobre o desenvolvimento do título e a repercussão negativa que se seguiu ao anúncio no The Game Awards do ano passado.
De acordo com Sobel, os testes internos indicavam boa recepção e as críticas apontadas eram construtivas. O clima era de confiança: “Muitos de nós esperávamos que esse projeto quebrasse a maldição financeira dos millennials”, escreveu. No entanto, a situação mudou logo após o primeiro trailer.
O ex-desenvolvedor afirma que rumores de que o estúdio teria pago um milhão de dólares pelo espaço publicitário desencadearam comentários depreciativos. “Viramos motivo de piada desde o minuto um”, relatou. Segundo ele, até jornalistas passaram a reproduzir a informação como fato, e rapidamente se consolidou a ideia de que o jogo estava “morto ao nascer”.
Impacto das avaliações negativas
Sobel mencionou ainda as comparações com “Concord 2” e a enxurrada de milhares de análises negativas na estreia, muitas delas feitas por usuários com tempo mínimo de jogo registrado. Para o artista, esse comportamento pesou no fracasso inicial de Highguard. “Não digo que a culpa seja apenas da cultura gamer, mas ela teve papel significativo”, apontou.
Imagem: Internet
Ele defende que o estúdio, descrito como independente, autogerido e livre de ferramentas de IA, merecia ao menos não ter seu “infortúnio celebrado”. Mesmo após a saída, Sobel diz não se arrepender da experiência e deseja sorte aos colegas que permaneceram na Wildlight. “Ainda acredito no jogo e nos fãs que o apoiam no subreddit, Discord, Twitch e redes sociais”, concluiu.
Com informações de TheGamer
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