A Febraban saiu em defesa do Pix após críticas americanas sobre concorrência. A entidade garante que o sistema é aberto a bancos e fintechs nacionais e estrangeiros.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se posicionou nesta terça-feira (02) a favor do sistema de pagamentos Pix, respondendo a críticas levantadas pelos Estados Unidos. Em uma nota oficial, a entidade afirmou que “o Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica.”
A Febraban destacou que o Pix é um modelo aberto e não discriminatório, permitindo a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras, tanto nacionais quanto estrangeiras. A entidade reforçou que não existem restrições à entrada de novos participantes no sistema, desde que operem dentro do mercado nacional, já que o Pix funciona em reais, a moeda brasileira.
A Federação também expressou preocupação com as avaliações realizadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que, segundo a nota, são baseadas em informações incompletas sobre os objetivos e o funcionamento do Pix. “Temos boa expectativa de que, no âmbito do sistema de audiência pública, que continua aberto pelo USTR, as contribuições do Banco Central do Brasil (BCB) e dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, sejam consideradas”, afirmou a Febraban.
O pronunciamento da Febraban surge após a divulgação de uma investigação comercial conduzida pelo USTR, que apontou o Pix como um fator que poderia dificultar a concorrência de empresas dos EUA no mercado brasileiro. Essa investigação ocorre em um momento em que os Estados Unidos propuseram uma tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, como parte de um estudo sobre práticas comerciais que consideram desleais.
Na minuta divulgada pelo governo americano, o Pix foi mencionado várias vezes como um instrumento que poderia limitar a atuação de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais. Contudo, o sistema financeiro brasileiro contesta essa avaliação, defendendo a abertura e a acessibilidade do sistema de pagamentos no país.

